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domingo, 8 de setembro de 2013

O TEMPO NÃO PASSA, ELE SIMPLESMENTE VOA.


A vida é mesmo uma caixinha de surpresa, e se você não souber aproveitar danou-se, por que os anos passam como um relâmpago, e feliz daquele que tem do que se lembrar mesmo que muitas vezes a sua vida não tenha sido um mar de rosas.
Dos quatro anos, aos dez anos de idade que é, o que a maioria das crianças consegue se lembrar, eu vivi minha infância como num sonho, cheia de brincadeiras, liberdade e com aquela inocência que só crianças conseguem ter, na verdade nessa idade só o momento nos interessa. Nada, absolutamente, nada, importa, faça chuva, ou faça sol, o que você quer mesmo é curtir a vida, é muito engraçado que nem mesmo uma doença consegue tirar você dos seus sonhos.
Dos dez aos treze, a sua cabeça já muda, e você não sabe se é criança, ou adolescente, se você só quer saber de correr, brincar, pular, sempre tem alguém que fala: Menina (o) você não é mais criança, e, se você já fica quieta e começa com ares de mocinha (o) já vem alguém lhe critica e diz: Nossa! Você nem bem saiu dos cueiros (Fraldas) e já estar se achando!
Mas isso nos dias de hoje, por que a cinqüenta anos atrás nada mexia com nosso sossego, só queríamos brincar, e como fui criada no sitio até treze anos, eu particularmente não parava, subia em pau e pedra sem medo de nada.
 E sempre estava disposta para fazer o que a minha mãe pedisse, mas nas horas vagas e escondido dos meus pais, vivia aprontando, eu adorava tomar banho de chuva, e depois pular nos rios, isso descalço e sem o menor medo dos relâmpagos,
E pra completar nas épocas de chuvas eu vivia dos rios para as lagoas que ficava entre pedras enormes, eu aprendi nadar com seis anos, o pior era que depois dos banhos costumava deitar na pedra quente ate queimar, o meu nariz, mas parecia de palhaço de tão vermelho.
E quando ficava bem quente pulava n’água novamente, eu vivia fazendo estripulia (travessuras) Quer dizer vivi intensamente, aprontei poucas e boas, montava muito bem em cavalos e vivia desafiando o perigo correndo feito louca cavalgando. Mas uma coisa eu não esqueço, algumas amigas da minha mãe falava sobre o meu jeito de viver e diziam,
 Mariquinha quando esta menina tiver cinqüenta anos não anda mais. Eu respondia. Cinqüenta anos? E daí?  Serei velha e já vou está morta.  
   Com catorze anos, mudamos pra Cidade, só que vivia da cidade pro sitio, ai sim começaram as dúvidas, eu não sabia como me comportar, se como criança, ou mocinha.
E passei a sentir vergonha de tudo, me sentia feia, também nem roupa bonita tinha, achava que todas as garotas da cidade riam de mim, os meus seios cresceram muito, e ao invés de feliz me sentia encabulada, enfim foi uma fase difícil.
Mas com o tempo as coisas foram se ajeitando e fiz algumas amizades, ai fui perdendo aquele ar de menina do sitio, na cidade as minhas irmãs não queria sair de casa para comprar qual quer coisa que a minha mãe pedisse, já eu não estava nem ai e lógico saia como estava, quer dizer desarrumada.
 Aos quinze anos tem garotas que se acham e já querem namorar e beijar na boca, eu ao contrario, adorava brincar, rir e até dava umas olhadinhas paro os garotos, mas não passava disso, até namorei só que mal conversávamos, era quase namoro telepático, era uma verdadeira boboca, feia desengonçada e sem graça, e pra completar, pobre, sofri pra cachorro.
É lógico, mesmo nessa época tinha meninas assanhadas, e vão mais além, ai é só decepção, umas são como bobas não escutam ninguém preferem seguir as “amigas” Ai acaba metendo os pés pela mãos.
Eu fui namorar mesmo com quase dezessete anos, mas namoros inocentes, e fui me soltar mais aos dezenove anos, mas é lógico sem a malícia de hoje, e depois já tinha vindo pra São Paulo duas vezes, estava um pouquinho mais bonita. Na verdade quando se é jovem com tudo em cima, somos quase perfeitos.
Qualquer roupa caí bem, eu nunca fui magrinha, mas era até bonitinha, e me vestia já melhor, os meus cabelos louros, e comprimidos era o que eu tinha de mais bonito, dos dezessete aos vinte e cinco tudo em você fica bonito até suas piadas e brincadeiras são o máximo
Depois dos vinte e cinco anos, até você já vai mudando. Aos trinta você começa a se sentir velha, mas consciente e tenta levar uma vida diferente, no meu caso, eu casei, e com trinta anos já tinha dois filhos, e ainda acreditava em sonhos e felicidade.
 Aos trinta e dois tive minha terceira e ultima filha, ai sim, eu me realizei, e meus sonhos continuaram apesar dos tropeços da vida, então quando eu pensei: Agora sim, com os filhos crescidos eu vou ter mais tempo pra mim, e meu marido de novo. Filhos e uma benção, mas que toma uma boa parte das nossas vidas. Há! Isso ninguém pode negar.
Aos quarenta veio a minha primeira grande perda, eu já tinha perdido os meus avôs maternos, mas além de eu ser uma criança, eles eram velhinhos e doentes, perder meu marido foi como se a nossa casa tivesse caído em cima de mim, eu fiquei sem chão, sem ar enfim me senti perdida.
E no fundo eu tinha certeza que precisava ser forte, afinal eu não tinha ficado sozinha fiquei com dois filhos adolescentes, e uma criança de oito anos para eu acabar de criar, ai veio o medo, a insegurança, a solidão, e o medo de não conseguir sobreviver, enfim comi o pão que o diabo amassou, e mais umas coisinhas.
 Na realidade eu fiquei três anos como se o mundo tivesse acabado, a minha força e vontade de continuar vivendo vinha dos meus filhos. Sonhos? Quem disse que eu tinha certeza de alguma coisa? Era como se não existisse futuro pra mim.
 Mas, e os sonhos dos meus filhos? Por eles, eu tentei seguir em frente, mas não foi fácil, fui pai-mãe, tia, tio, avós e principalmente amiga deles.
Graças Deus até hoje somos além filhos, pai-mãe, grandes amigos, e comigo eles sabem que vão sempre poder contar, hoje da minha filha sou filha, e dos meus filhos bons amigos, são filhos de ouro Deus sabe que eu não estou mentindo são minhas jóias raras e preciosas.
Até cinqüenta anos, andava, tinha saúde, e de certa forma mesmo com tantos problemas de saúde, eu sou feliz, mas minha felicidade, é á felicidade dos meus três tesouros, aliás, cinco meu netinho, e minha nora que é uma raridade também.
Não. Nem por sonho pensei em casar de novo, minha prioridade sempre foi, e são os meus filhos. E se tinha problemas de saúde, aos cinqüenta quatro só foram aumentando como a minha gordura.
 Quer dizer, as previsões das amigas da minha mãe, se confirmaram, eu ando só por Deus, todos os problemas e mais alguns na coluna eu tenho. Esse ano farei sessenta e um ano, e vivo sem forças, o pior que tudo o povo querem me fazer engolir que é por conta da minha gordura, mas eu sei que não é, ajuda. Como a minha fisioterapeuta, linda, e preferida minha filha e meu ortopedista falou: São problemas antigos que poderiam ter sido evitados.
Quando eu estava na fase do crescimento, só fiz asneiras, hoje estou colhendo meus frutos, nunca quis fazer exercício, fugia das aulas de educação física, ate atestado falso eu conseguia, corri sim, pulei fiz tudo errado nas horas que não era pra fazer, nada eu fiz certo, e hoje estou pagando meu (Crisol) que são minhas conseqüências.
Hoje faria tudo diferente, escutaria os mais velhos, faria exercícios, e nada de subir em pau e pedra, por isso eu resolvi escrever e contar um pouco da minha vida de maluquices e de nunca escutar os mais velho, se eu tivesse os escutado hoje talvez não estivesse sofrendo tantas dores.
Mas uma coisa eu agradeço ao meu bom Deus, dele estar me dando á chance de me arrepender de muitas coisas errada que eu fiz, e de tentar não cometer os mesmo erros, hoje sou uma pessoa que escuta mais, que reza muito e sabe realmente dar valor a vida, quisera Deus todos tivesse a chance de  viver até conseguir mudar um pouco o modo de pensar agir e viver. Espero que como eu, muitas pessoas saibam agradecer o criador. 

Joana D'ARC Nunes de Araújo Alves Ferreira.
   

4 comentários:

ELIS CRISTINA PENA disse...

Legal Joana!Mas não se arrependa não.
O importante que naquele momento você viveu,e viveu o que muita gente não teve a oportunidade de viver .Hoje os jovens não precisam fazer estripulias para viver tão pouco,nem chegam a sentir dores nas costas como você sente,hoje sim a vida é curta ,hoje estamos ak e amanhã já não sabemos com tanta
violência que estamos vendo.Você viveu uma vida sem medo,sem pressão .Só diga uma coisa 'com todas as dores ,com todas aflições estou ak para contar minha história e principalmente com a mente sã'.Seja feliz e um grande abraço.Parabéns!

professora Irene Guedes disse...

Darc sua história é o retrato de tantas por ai a fora...Mas, o mais interessante é que você conta com alegria, trazendo a memória experiências importantes para nós que ora lemos.Somos responsáveis pelas escolhas que fazemos isso é verdade.Mas também nem sempre tivemos tantas opções de escolhas não é mesmo?De todo modo, vejo em sua história uma trajetória de alegrias e renovos a cada instante e isto certamente não tem preço...Você é uma pessoa bela de corpo e alma poucos contariam uma história dessa sem se lamuriar e maldizer, mas pelo contrário você vive, ver e mostra o outro lado desta caminho, quando você fala dos seus filhos e de como você continua vendo e acima de tudo grata a Deus por tudo.Impressiona-nos a capacidade que o ser humano tem em ser flexível ás circunstâncias que a vida nos apresenta.È isto aí, força eu sei que você tem...coragem muito mais..Então minha amiga que Deus te conserve sempre alegre e grata a Ele que é digno de toda honra.Beijos....Você é 1000!!

Luz Esperança de Dias melhores. disse...

adoro os cometarios de vcs é muito bom saber que vcs ler mesmo bjs Elis e Irene.

professora Irene Guedes disse...

Gostei da expressão" mente sã" Elis Cristina é muito importante sentir-se bem mentalmente e acho que toda pessoa que vive intensamente e procura fazer o bem sempre com simpatia e gratidão certamente estar cuidando da mente.Mesmo sentindo dores no corpo a alma permanece leve e solta.Bjs Darc.Fica em paz