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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

GERAÇÃO SAÚDE.

       Eu nasci no século vinte, e realmente sem demagogia fui muito feliz, na verdade a falta de tudo, me refiro aos meus de comunicações, para mim foi algo positivo, porque eu aprendi escutar e ouvir os mais velhos, ler e escrever aos seis anos de idade, rezar, coisas que hoje quase ninguém faz mais.
       Brinquei muito de casinha, bonecas, pulei corda, tomei banho de chuva, nos rios, andei descalço, para mim o importante era viver como criança, brincar, correr, cair, levantar, sem medo se o ferimento me causaria qual quer tipo de infeção, literalmente eu desafiei o perigo, meu Deus e como! Sem me preocupar de me machucar de verdade.
              Medico? Meu Deus! Morando no sitio quem sabia se existia, nossas febres, feridas, essas, eram curadas com remédios caseiros, lembro-me que em casa como éramos muitos irmãos, sete de uma só vez, tiveram sarampo, era eu e mãe socorrendo todos, isso com água e pouco medicamentos.
Tive catapora, caxumba e sarampo depois de todos, foram tantas doenças e nada de médico, dentista? Tinha, mas eu nem sei se os mesmo estudaram, a minha dúvida é, por qual quer motivo os benditos já se prontificava a nos deixar banquela.
Aos treze anos, minha família mudou para cidade, fomos sim de uma época boa, sem tantos luxos, preconceitos e firulas, quer dizer sem tantas neura e preocupações com doenças, corpos sarados, roupas da moda e corpo esculturais.
       Na verdade, as gordinhas eram as mais charmosas, e as de pernas e coxas grosas se destacavam mais, enfim fomos da geração saúde, eu explico; quem podia e tinha comia bem, daí engordava.
       A beleza era natural, sem artifícios ou maquiagem pesadas onde só um batom e um simples pó, já nos deixava mais belas
       Claro na adolescência eu vesti calça jeans, macacão, calça cumprida, enfim as roupas eram bonitas e feitas por ótimas costureiras.
       Os cabelos eram naturais, e nada de tintas ou corte extravagantes, mas usávamos muita bijuteria, pulseiras, anéis enfim nos arrumava.  
Eu vim pintar os meus cabelos aos quarenta anos, como tinha cabelos lisos aos 32 anos fiz a maior burrada, apesar de ter ficado bonito cacheei os cabelos, isso casada e com dois filhos.
Eu respondo por mim com orgulho, fui feliz mesmo me faltando muita coisa, a felicidade está nas pequenas coisas, seja ela fácil ou não, depende de cada um.

Joana D’arc Nunes de Araújo Alves Ferreira

domingo, 28 de janeiro de 2018

NOVE MESES SEM VOCÊ

Eu fico imaginando quanta felicidade sentimos, nós os pais, quando estamos esperando um filho, são tantos planos, alegria, sonhos e vontade de ver seu rostinho, pela primeira vez.
Mas quando perdemos alguém que amamos a nove meses, não, não era minha filha de sangue mas de coração.
Eu acredito que só sabe o que estou falando quem perdeu alguém muito importante na vida, são perguntas sem respostas e saudades imensas, a exatamente nove meses perdi alguém especial e hoje ao me lembrar dessa menina tão linda, cheia de vida e sonhos, eu fico me perguntando por que?
O que Deus queria quando a enviou a terra, Ariadne era feliz, pra cima e tinha uma energia, seu sorriso era encantador, dificilmente eu vi Ariadne chorar ou falar de alguém com raiva.
Na verdade, Ariadne transmitia felicidade, amava viver, e como gostava de comer, correr, pular e falar.
Aqui em casa, ela deu seus primeiros passos, e ao invés de mãe ou pai, sua primeira palavra foi Déa, depois Dadá.
Ao contrário, seus pais eram loucos por ela, mais como eu tinha acabado de perder meu marido ela veio para me deixar menos triste, foi como se ela tivesse vindo para que eu e meus filhos encontrássemos forças para lutar e continuar vivendo, perder meu marido foi como estarmos começando uma casa e vir uma chuva forte e acabar tudo, ficamos sem chão.
Hoje eu vejo a vinda dela como a salvação, sua morte foi e estar sendo difícil de aceitar, ao mesmo tempo, como ela estava muito doente, para ela foi a libertação.
Eu já vi doenças traiçoeiras mais o câncer!  Sofre quem está doente e a família, os pais da Ariadne foram presentes e se amavam, amaram dobrado, sinto orgulho pela força da dos dois, mas a sua mãe Jovelina foi tão guerreira quanto Ariadne, as duas lutaram com muitas orações, fé em Deus e otimismo, infelizmente o câncer venceu.
Muitas saudades e que você esteja num lugar lindo, e, encantando os anjos com sua risada, aqui na terra continuaremos lembrando de você com muito amor, saudades e perguntas sem respostas.


Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

sábado, 20 de janeiro de 2018

COISAS QUE NÃO SUPORTO.

   
Em primeiríssimos lugar BBB odeio! E nem as chamada consigo ver, nunca nem por curiosidade tive vontade de ver, acho um programa inútil, sem proposito e desnecessário, bendita seja o inventor do controle remoto risos.
Segundo, perdão gente! Eu não gosto de música sertaneja, além da maioria cantar gritando é quase chorando.
Terceiro como alguém jura que Ludmila, Anita e agora Pablo Bittar são cantores?
O brasil estar mal das pernas, na política só entra ladrões, corruptos e homens sem caráter no comando do País.
Na música então! Uma lastima é uma vergonha, além dos belos cantores que ganharam troféus nesses programinhas da teve, agora estão inventado o da coca cola, gente só tem porcaria.
São nove não tem um que se aproveite, Ludmila, Anita, Luan Santana, Thiaquinho, Solange Almeida, Simone e Simaria, Valesca um tal projota e com chave de ouro Pablo Vittar.
É ou não é uma piada, meu Deus! Quem poderá nos ajudar, não existe mais compositores e cantores que se preze, cadê os cantores, morreram todos?
Na verdade, o único que ainda resiste e insiste é Roberto Carlos, e ele não sei por imposição da globo, o dito cujo leva só atrações bisaras no seu programa de final do ano, que pena!
Tudo bem somos velhos, mas nem por isso significa que não sabemos dar valor ao que é bom.
Infelizmente o que era bom já morreu, a única coisa que vejo na televisão ainda, são as novelas, na verdade vejo por que não tem outra alternativa.
São tantas coisas erradas que somos obrigados a ver que quem tem coração padece, essa é minha opinião.

 Joana D’arc Nunes de Araújo Alves Ferreira

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ESCREVO PORQUE GOSTO


Desde que eu resolvi escrever, e sozinha fiz esse blog, eu falei para todos, não escrevo bem e faço isso por que além de gostar, eu tenho um problema sério nas mãos, pior é a mão direita, mas enquanto Deus permitir vou continuar enchendo vocês com minhas histórias mirabolantes, e as vezes, perdão! Eu gosto.
 Pois é, quando estou triste, ou feliz a minha distração é escrever, eu sou viúva, e a melhor forma que eu encontrei para não me sentir tão sozinha foi essa, escrevendo.
Eu não gosto de sair de casa, na verdade, eu curto minha solidão, algumas pessoas ficam triste quando se veem sozinha, seja porque os seus filhos cresceram, se casaram, ou já não precisam mais da sua proteção
Comigo é ao contrário, e para não pensar, ou fazer bobagens, eu resolvi escrever e botar pra fora minhas alegrias, tristezas e frustações.
Tenho uma família linda, não é perfeita, mas não posso reclamar, são filhos bons, carinhosos, companheiros e inteligentes, e diferente de mim, eles souberam aproveitar o que Deus lhes deu, com sabedoria e determinação, os três são uns verdadeiros guerreiros e vitoriosos.
Não escrevo tão bem porque diferente dos meus filhos eu não quis estudar, apesar de um dos meus filhos, ele puxou a mim, ele nunca gostou de estudar mais ainda assim, ele soube fazer sua vida diferente e é um lutador, graças a Deus tudo que faz dar certo.
O nosso destino somos nós que fazemos, Deus nos dar a vida e nos ensina um pouco de tudo, mas somos nós que temos que saber administrar bem ou mal as nossas vidas, Deus tem muitos filhos, se nós temos pouco e muitas vezes educamos erado, imagina Deus!!!
Eu agradeço a Deus tudo que ele fez por mim e faz, amo saber que dentro de mim existe Deus, Deus é sim, meu único e verdadeiro pai, amigo e meu senhor, com ele eu sei que posso contar sempre, obrigado pai por ter me dado a vida, a luz, a paz, a força, a garra, a sabedoria e o amor que existe dentro de mim.


Joana D’arc Nunes de Araújo Alves Ferreira    

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

OS BONS TEMPOS.


Eu sinto uma dor no coração de ver como, com os anos o mundo se transformou, ao invés de melhorar, a minha opinião cada dia piora mais, em todos os sentidos.
Os jovens coitados se acham donos do mundo, e para eles o nosso tempo os que nascemos no século XX, fomos infelizes, não todos, mas alguns acham que por não termos tido televisão, telefone e internet vivíamos em outra era.
Foi ao contrário, eu acredito que nós, apesar de todas as dificuldade e falta de tudo, soubesse dar valor e aproveitar melhor a vida, vivíamos numa época do medo, da proibição, que ser virgem significava honestidade, respeito ao nosso corpo e os pais, sonhávamos com o primeiro beijo, a primeira vez, era sublime.
O namoro meio escondido, as festas, as músicas, o medo de fazermos algo errado e decepcionar os nossos pais, os bailes, eu por exemplo o que mais me fascinava era a músicas com letra lindas mais parecia a história.
Na verdade, anos atrás as músicas tinha uma história, e obvio acreditávamos ser pra gente e nos fazia sonhar e acreditar no amor.
Era cada música bonita, e não só Roberto Carlos, tinha muitas, e bandas como os incríveis entre tantas, enfim era música para ninguém botar defeito, hoje sinceramente dar vergonha, a música popular sumiu, e tanta porcaria que dói nos nossos ouvidos.
A programação, antes sonhávamos que chegasse o final do semana que era quando os programas era melhores, hoje só quem assiste, são pessoas muito sem noção e que não dão valor a mais nada.
Até o final do ano com Roberto Carlo é uma droga, se ele cantasse sozinho, ou, trouxesse cantores de verdade, seria maravilhoso, mas ele traz cada porcaria que até Deus fica surdo, os programas dominicais é tanta apelação, entra ano saí anos e nada muda, quem sabe faz ao vivo.
Acham pouco ainda elegem o Pablo Bittar como o melhor cantor, é de lascar, onde anda a boa música, ninguém tem cabeça para compor música com letra?
O pessoal da minha geração, e os mais jovens do que eu, mesmo vivendo com tantas dificuldades e sem meios de comunicação, sabia viver e dar valor ao que era bom.

O dialogo acabou, se antes conversarmos, interagíamos, riamos e nos divertimos com pouco, hoje ninguém conversa, mesmo morando na mesma casa, a não ser através do whatsapp.

Joana D'arc Nunes de Araújo Alves Ferreira

domingo, 3 de dezembro de 2017

ESQUECIMENTO RÁPIDO

É triste ver, e sentir na pele, nem todos, mas a maioria do povo esquecem tudo muito rápido, a minha opinião, não existe amizade sincera, pessoas honestas, menos ainda, amor entre os que se dizem amigos, e pior, família.
É lamentável e vergonhoso ver, em que se transformou a humanidade, hoje com as redes sociais, muitos tem tantos amigos (aspas) porém na hora do aperto, do sofrimento e dor, correm todos, não! Quem pensou que é para ajudar, com uma a palavra amiga, ou dando apoio de alguma forma, enganou-se redondamente.
Quanto mais você precisa, menos ajuda tem, e no caso se um amigo ou parente morre, os amigos no dia chora, lamenta se descabela, é tanta falsidade!
Um mês depois somem todos, eu me pergunto, onde estar a solidariedade, o amor e a amizade, meu Deus! Será que esse mundo, perdão! O povo ainda tem jeito?
É desolador constatar em que se transformou os humanos, gente egoísta, prepotente, desumana e sem coração.
O povo só pensa em se dar bem, ninguém quer saber se tem alguém sofrendo, com problemas, passando fome, ou com qualquer tipo de necessidade.
Eu sinto pena dessa gente sem Deus no coração, estamos vivendo num mundo onde a maioria, ao meu ver, no coração existe uma pedra de gelo.
Quanto mais vivo mais decepção eu tenho, as famílias, muitos não se respeitam, as vezes moram na mesma casa e nem sabe do problema do outro, é tanto egoísmo, incompreensão, brigas, intrigas e falta de amor de ambos os lados que dói, nos que ainda tem coração.
Final do ano chegou, é a hora da doação, da falsidade, dos presentes, papai Noel, as pessoas querendo ajudar, os programas de televisão e os apresentadores fazendo o povo chorar de emoção, falando de amor, solidariedade, até parece que só nessa época do ano, tem gente sofrendo e precisando de tudo, passou o Natal, volta tudo como antes no castelo de Abrantes.

Joana D’arc Nunes de Araújo Alves Ferreira

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

DOR MUITA DOR.


Existe algo pior na vida do que você envelhecer?
 Pior que envelhecer é você morrer jovem, será que é só isso? Não meus amigos, é você viver com dor.
 Na verdade, envelhecer é uma dádiva de Deus, e feliz de quem consegue viver até os noventa anos, obvio com saúde.
Morrer jovem é triste, porém pior é para quem fica, além da saudade, fica a incerteza, duvidas e perguntas sem resposta, a mais frequente: Porque, como seria se ele(ela) não tivesse nos deixado tão cedo, onde estão, e será que estão bem?
Agora você envelhecer depois de tantas lutas, e criar seus filhos com dignidade, sabedoria, e vê-los casados felizes e bem, é maravilhoso.
Então você pensa, agora sim, vou cuidar mais de mim.
 Você pode, se você tem seu marido, maravilhoso vai sair, passear aproveitar a vida com ele, agora se você é sozinha, por opção, separada ou viúva, vai curtir sua vida, seja namorando, ou simplesmente viajando, conhecendo pessoas, vivendo enfim.
Ai vem os problemas de saúde, não só um diabete, ou outros tipos de doença, esses que você consegue administrar.
O Pior de todos, é aquele que você não sabe nem consegue ver, e ver, a pessoa rindo, feliz, sempre alegre, gorda, que é outro dilema, as pessoas penam, não, ela não emagrace por que não quer. 
Me refiro ao problema da coluna, hérnia de disco, osteoporose, desvio na coluna etc etc.
Só quem tem é que sabe do que eu estou falando, são dores insuportáveis, sentada é ruim, em pé péssimo e deitado muitos não consegue encontrar posição.
Queria muito hoje, passear, visitar amigos, conhecer outros estados, passar férias no Rio de janeiro, Belo-Horizonte, são Paulo, Santos, em todos esses lugares tenho pessoas muito queridas.
E mais importante, indo todo ano para o meu Nordeste querido, Pernambuco, onde a maioria da minha família mora, mãe linda, meus irmãos, sobrinhos, tios e amigos.
Infelizmente vou menos do que que queria e quase não saio, motivo dores, mas dores, que você meus amigos, não faz ideia. 
O que eu mais queria era viver sem dor, eu não fico triste com isso, Deus sabe o porquê de tudo, a Deus só me resta agradecer ainda conseguir andar e fazer minhas próprias coisas, amem JESUS.


Joana D’arc Nunes de Araújo Alves Ferreira.