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quarta-feira, 20 de junho de 2012

INJUSTIÇA.

É no momento da dor e que mais precisamos é que vemos quem realmente é nosso amigo, e o pior geralmente sobram pouquíssimos, ainda lhe fazem cobranças, se alguém muito querido morre, e você não se descabelou, gritou, me leva com você! 

Na verdade, você só conhece alguns dos seus amigos na hora de uma precisão, é muito triste isso, anos depois de perder meu marido, eu aprendi lidar com todo tipo de gente.

E tem mais! Nada mais, nada mesmo que vem de baixo me atinge, antes eu sofria com criticas, falsidades, injustiça, hoje tiro de letra, vizinhos para mim, só bom dia, boa tarde e boa noite.

E se alguém fala algo que não gosto, eu finjo que não é comigo, antigamente com qual quer coisa eu chorava e ficava triste, eu não era, de falar ou ofender os outros.

 Hoje não mais, bateu levou, meta-se com suas vidas, eu não me incomodo com a vida de ninguém, posso ver alguém roubando, matando, traindo, que eu me finjo de morta.

Se cada um vivesse sua vida, teriámos um mundo melhor, para que viver a vida dos outros, se temos nossos próprios problemas? 

Joana D'arc Nunes de Araújo Alves Ferreira

DOR DA PERDA

     O mais incrível é que ainda existem algumas pessoas curiosas, e mal intencionadas, que só vão ao velório e enterro para julgar quem fica.

Se você chora, falam,e se você não chora, saí falando do mesmo jeito, alguns chegam a duvidar dos seus sentimentos, quer dizer, com a língua do povo ninguém está livre do julgamento.

         Depois de perder o meu marido, e sentir na pele a dor, a falsidade, injustiça e desumanidade eu cansei de tanta hipocrisia.

         Geralmente se morre algum conhecido, amigo, ou mesmo parente, eu prefiro ficar na minha, por que a dor, quem sente realmente são os parentes mais próximos,  tipo filhos companheiros (a) ou irmão.

Na verdade, a dor é só nossa, ninguém por mais que diga, eu sinto muito, sente uma droga! É como eu sempre digo, penso e falo, se alguém ver você sofrendo não digo todos, mas a maioria quer que você se dane.

Dezoito anos já se passaram, mas até hoje eu não consegui esquecer totalmente,  tudo o que passei e vivi com a morte do meu marido. 

Joana D'arc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

SOMOS TODOS FALHOS...

    Vocês já perderam alguém que amava muito? Perece que o mundo vai acabar não é? Você se sente como se nada mais valesse a pena, é assim que sentimos quando perdemos um ente querido.

         É tanta dor, que você não sabe de onde vem, dói da raiz do cabelo, até os dedos dos seus pés, e o pior, você não está doente, mas seu corpo inteiro dói você pensa que nada, mais importa.

         Mas se você fica com filhos, a coisa muda de figura, não que seu sofrimento seja menos, ao contrario parece que se você sofrer, ou chorar,  na frente dos filhos vai fazê-los sofrer ainda mais.

         Então você se segura o máximo que pode, engole o choro, e sua dor passa a ser embutida, seu corpo não parece o mesmo, foi assim que eu me senti, quando perdi o meu marido a dezoito anos atrás.

 Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.