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sábado, 27 de setembro de 2025

 

      MULHERES.

É inacreditável tudo o que andamos vendo na internet, são tantos absurdos que o ser humano é capaz de fazer para aparecer que chega a ser nojento. Não sei o que se passa na cabeça dessa gente, hoje até os velhos resolveram se ridicularizar, as mulheres de idade avançada, infelizmente é fazendo de tudo para aparecer, seja postando vídeo, fingido tirar fotos da ex. perseguida e mostrando para alguém na televisão, ou falando besteiras e se mostrando de todas as formas para ver se tem algum minuto de fama, velhas fazendo filmes pornôs, ou se prostituindo é tanta baixaria, como se não bastasse a pouca vergonha que vemos com a mulherada jovem, a velharia resolveu avacalhar mostrando as partes fedorentas de todas as formas, muitas andando com roupas inadequada para idade, fazendo questão que as Casolas apareçam.

Essa é minha opinião, todas as pessoas, com mais de sessenta anos, deveria pensar e tentar, não deixar se levar pelo impulso e se expor de mais, seja com roupas de adolescente, ou deixar se levar, na ilusão que irão ganhar dinheiro se exibindo e passando vergonha alheia, se não viveu a sua juventude, esqueça, nada vai fazer você voltar ao passado, deixa isso para os jovens que não tem limites, nem aprenderam o certo e o errado, com tantos absurdos que está acontecendo no mundo, hoje, muitos jovens morrem antes dos vinte anos.

Um conselho para vocês senhoras, aquelas que alguém diz, vamos gravar isso ou aquilo, quem sabe você ganha dinheiro, não se iluda, se você não conseguiu viver no seu tempo, com certeza, hoje nada que você fizer para aparecer vai bombar, se cuida e saiba envelhecer com dignidade, a juventude não volta, óbvio viver reclamando também não ajuda, Deus ajuda, mas todos nós, devemos fazer nossa parte.

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.  

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

 

 SERÁ QUE ADIANTA ESCONDER A IDADE?

      Não, definitivamente não, os ricos e famosos até tentam, porém ficam pior que a encomenda, seria maravilhoso se todos pudessem envelhecer com dignidade, tudo bem existe estudo para tudo, e, um esteticista faz milagres, só não faz o idoso fica mais ágil; pode esticar a pregas, tirar as pelancas de muitas partes do corpo, mas a voz e o andar, esse infelizmente não tem doutor que der jeito.

Eu acredito que a exceções, e, algumas pessoas com muito dinheiro e acreditando nos Deus da terra, aqueles que vivem de enganar e fazer milagres por dinheiro, até conseguem enganar algumas velhas(os) sessentões a continuar se enganando, é como eu sempre falo e penso, quem pode e teve chance, teria que ter vivido tudo no seu tempo, como se vestir, diverte-se, namorar, se não nasceu com algum defeito, teria que ter  aproveitado tudo no seu tempo, agora Inês é morta.

Tem mais! Passou dos trinta, já deve ir maneirando, mesmo se não casou, mas saiba também, o casamento não é a solução, principalmente nos tempos de hoje, mas tenta não passar da conta, sendo ridicularizada com roupas inadequadas e atitudes.

Obvio! Os jovens de hoje, a maioria não tem limites, nem amor a vida, muitos não estão vivendo, estão passando pela vida como um zumbis, muitos, não sabe se comunicar com amigos, imagina com a família, vivem numa revolta e fechado no seu mundo, mesmo estando numa roda de amigos é cada um com seu celular, ignorando quem está do seu lado.

Podem me chamar de velha, mas a geração e os jovens mais felizes e que souberam aproveitar a vida, fomos nós, os que vivemos nossa juventude nos anos sessenta, até final de oitenta e noventa, depois já foi ficado sem muitas opções, depois da internet, ao invés de querer aprender, emburreceram e nem amigos sabem fazer.

A época dos jovens se sentarem numa praça, rir, jogar conversa fora, paquerar, já era, na minha época, na cidade, de Itapetim, no sertão pernambucano, a minha geração, nós  soubemos o significado da palavra viver com pouco, em todos os sentidos, mas sabíamos o que queríamos que era viver intensamente, mas sem botar a carroça na frente dos bois.

As vezes ficávamos até onze horas, conversando, rindo sem ficar pensando em coisas erradas, hoje na mesma cidade em que vivi os meus melhores três anos, em Itaptim, hoje, existe três praças lindas no centro da cidade, infelizmente não existe mais jovens sentados nas praças jogando conversa fora. Imagina! Os poucos que sentam é para se drogar e pensar no que não presta.

Os bailes, as festas de antes, era maravilhosas, hoje mais parece um inferno, onde os mais velhos nem andar podem, se teimar é derrubado pelos os jovens alienados, o som é tão alto que nem se entende o que estão cantando ou falando, mas ainda assim, nós que somos velhos e segundo muitos, já deveríamos ter morrido todos.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

 

ENVELHECER.

Eu nasci em 1952, portanto estou completando 73 anos, será que posso me orgulhar e dizer que fui e sou feliz? Primeiro; eu nasci numa época onde tudo era precário, moradia, emprego, saúde e alimentação, era tudo muito limitado, mas como em todas as épocas, criança tira tudo de letra, como eu não sabia de absolutamente nada da vida, nada para mim foi ruim, criada em sitio vivi como toda criança, brincando e sendo feliz.

Hoje, olho-me no espelho, obvio! nada é como antes, daquela jovem moça, risos, eu não era bonita, mas  tinha meus encantos e se você não nasceu tão prejudicada a vida lhe sorrir, nem tudo, mas as vezes até suas piadas sem graça, é motivo de alegria e gera boas gargalhadas, ainda vejo muito de mim, a, alegria, simpatia e simplicidade, para quem se aceita envelhecer, não é um bicho de sete cabeças, principalmente se você teve uma juventude saudável e soube aproveitar todas etapas da vida, eu me diverti, viajei, namorei muito, fui bailes e festas, enfim vivi intensamente, apesar de os jovens de hoje não acreditar que nós tivemos uma vida.

Se antes era tudo em cima, não preciso falar o que, hoje tudo desceu, pele flácida, as pelancas horríveis nos braços, celulites, a única coisa que continua mais ou menos, são meus cabelos e meu sorriso, porém engordei muito, não, definitivamente, não comi além da conta, problemas nos ossos que me fizeram tomar uma medicação que eu, sem os médicos saberem exagerei.

Nunca fui de esconder minha idade, na minha opinião para mim é um privilégio, de coração agradeço a Deus, essa dádiva, que é hoje está vendo os meus filhos e netos crescerem, em todos os sentidos.

Pois é, hoje o meu andar não é o mesmo, os meus olhos! Meu Deus? Se antes tinha aquele brilho! Hoje risos, fazer o que? A voz é a primeira que muda, ainda assim sou grata, por poder, ir ao banheiro e fazer todas a minhas necessidades, como não ser grata a Deus, Graças a Deus eu consigo cozinhar e organizar minha casa, enfim tenho mais é que agradecer está viva e andando, eu vivi tudo no meu tempo, nunca bebi, fumei, ou fiz coisas erradas que viesse a me arrepender, graças a Deus, eu fiz boas amizades e as conservo, eu casei por amor, amei e fui amada, viúva a quase 32 anos, o gozado é que me perguntam, porque você não casou de novo? Nem eu mesma sei porque, mas no fundo eu sei, não conseguiria viver com alguém que viesse a maltratar os meus filhos, isso pesou muito, não me arrependo de nada, sou feliz como estou e sou.

Deus, foi e é tudo na minha vida, quem tem Deus na vida e coração tem tudo.

Joana Darc n de Araújo A. Ferreira

sábado, 6 de setembro de 2025

 

 TEMOS QUE VIVER O MOMENTO.

 

      A vida é um enigma, o destino será que podemos mudar? Porque todos nós, somos tão diferentes e erramos tanto, é muito triste, por que só vamos acertar na velhice, muitos nem assim, eu até uns quarenta pensava de uma forma, porém, Deus foi maravilhoso comigo e me deu a chance de mudar, a minha vida não foi bolinho, tive momentos felizes, mas tive momentos muitos ruins, eu agradeço tanto a Deus, o pai do céu ter me dado uma segunda oportunidade, não digo de fazer tudo certo, mas mudar algumas coisas.

      Eu peço tanto a Deus que faça com que algumas pessoas, que estão perdidas encontrem seus caminhos, as pessoas andam com tanto ódio, maldade e egoísmo, que dói.

 Hoje, está tudo melhor para o que foi nos anos sessenta, ainda assim o povo vivi reclamando e sem exceção, ninguém é feliz com a vida e como vivem, é muito triste escutar pessoas tão inconformadas, se tem emprego reclama, se não tem idem, quando chega o frio, eu odeio o frio, época de calor o mesmo lenga, lenga nunca estão felizes com absolutamente nada.

Até na hora de fazer compras, guardar, ao invés de agradecer a Deus, o privilégio de está empregado e comprando o pão de cada dia, é com raiva, a comida então! Na hora de fazer é tanta preguiça que tudo acha difícil.

Só vamos dá valor a vida e a nossa família, quando perdemos alguém que amamos, ou nos vemos em cima de uma cama, Deus! Como seria maravilhoso se nós, o povo em geral, desse mais valor à vida que temos, em podermos andar, enxergar, falar, ter um emprego e não depender de ninguém.

Não existe nada pior que ficar numa cama dependendo dos outros. Saiba agradecer a Deus, até das suas dores, seus problemas e dificuldades, olha para quem não consegue pensar, porque já nasceu com problemas, vamos ser grato a Deus e nunca se achar melhor, e, que é imortal, quando puder estenda a mão para quem está precisando, esqueça o ódio, a magoa, vingança, ganancia e o egoísmo, seja solidário e sábio, o mal, não se paga com o mal, eu acredito, que ainda a tempo para todos nós de fazemos algo pelo nosso povo e planeta, principalmente dando amor,  fazendo o bem e semeando a  paz.

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.       

sábado, 30 de agosto de 2025

 

TUDO TEM LIMITE.

Eu me refiro a criação dos filhos hoje, de novo no meu tempo, até hoje muitas crianças, elas são criadas iguais plantas, aquelas que você esquece que precisam de cuidados, na nossa época se entendia, era muita pobreza, desinformação e falta de tudo mesmo, não tinha medico para acompanhar a gestação das futuras mães, então as nossas mães, elas, se viravam do avesso para criar os filhos, como não existia fraldas, elas  improvisavam fraldas de pano velho, com certeza existiam algumas mães mais antenadas e elas faziam panos para enrolar as crianças, as vezes até de saco, lavavam bem e faziam milagres, ou com um pano na época, chamado chita, se a criança não mamava no peite, elas sobreviviam com mingau, feito de leite em pó, mas não era ninho, era o que tivesse, coitadas das mães, elas, para  engrossar o mingau incluía, maisena ou farinha de mandioca, os banhos numa bacia, era como Deus criou batata, fazer o que? Dificilmente se morria uma criança, suas diversões era terra, isso nos sítios, elas já ficavam imunizados.

Hoje é tanta frescura que chega a incomodar, não pode isso, aquilo, só Deus na causa, agora até dois anos não pode doce, televisão jesus! Ok até dois anos dá pra entender, mas depois irrita, celular ok, concordo, mas nós e até nossos filhos, era difícil a televisão, mas hoje colorida com desenho próprios para as crianças e ser proibido? Eu por exemplo; e os meus irmãos só comíamos uma bolacha, ou pão uma vez por semana, isso quando nossos pais traziam da rua, cidade, televisão, eu fui ver com dezessete anos, hoje esses pais não sei o que pensam, tudo faz mal, ver televisão não pode, o bom seria que todos pudessem viver não digo livre, com limite, porém sem exageros.

O pior é que por conta de tantas proibições, não todas, porém, muitas crianças, na medida que vão crescendo, algumas ficam muito revoltados, até dormir, muitos não pode, tem horário pra dormir e acordar, sim logico, ainda existe pais que cria os filhos como bichinhos, sem amor, carinho, limites, muitos preferem viver na cachaça ou droga do que cuidar dos filhos, cada dia estamos vendo e vivendo muitos absurdos, uns que zela muito até com certo exageros, mas a maioria eu não sei como Deus deu o direito, deles serem pais.

Infelizmente, esse é o povo que Deus fez para ser gente e hoje muitos se transformaram em monstros.

Joana Darc N De Araújo A Ferreira.   

sábado, 23 de agosto de 2025

 

      PASSADO E PRESENTE

 

Será que na nossa infância nós fomos felizes? Bom, do pouco que me lembro, eu fui, na verdade, como não existia nada que nos mostrasse um mundo diferente daquele que vivíamos, eu particularmente não me incomodava, vivamos com quase nada em todos os sentidos, nós mesmo improvisávamos nossos brinquedos, brincávamos com sabugos de milho, fingido ser bonecas, quando chovia até cabelos elas ganhavam, tínhamos bonecas de pano bem mal feitas, risos.

O engraçado era que fazíamos academia (Amelinha) improvisávamos com bola de pano, era muito bom, de pular corda e brincávamos com cinco pedrinha, tinha que pegar no ar, quem conseguisse chegar ao final ganhava, brincamos como até hoje existe de esconde, esconde, enfim, éramos normais, os meninos de bola de gude e futebol, obvio com bola de pano.

Agora como não tínhamos juízo, Deus nos protegeu muito, porque? Eu amava tomar banho de rio, principalmente com correnteza, subia em pés de manga e quando era época de chuva, eu pulava no açude, amava subir nas arvores e pular nos rios,  como subi em pés de coco, imbu, coco catolé, pedra quanto mais alta e perigosa melhor, descalço, não tínhamos chinelos, agora o juízo era pouco, eu amava mexer com bichos, sapos, cobras, enfim tudo que fosse perigoso, não morri por que não era a hora e Deus, pela minha inocência me protegia.

Não é mentira nem demagogia, de coração, nós que fomos nascidos no século vinte, tivemos uma infância abençoada e a melhor juventude, era tudo vivido com simplicidade, ao mesmo tempo  com inocência, não existia maldade, preconceito, era tanta pureza, os namoros, nem pegar na mão pegávamos, poucas vezes tocávamos na mão um do outro, o engraçado era que nos apaixonávamos mesmo, isso dos catorze até dezessete anos, depois dos dezessete já nos beijávamos, falo por mim, eu não tinha pensamentos pecaminosos.

Na verdade, eu só transei com quem seria meu marido e com vinte e três anos, com ele casei e foi tudo novidade, era inocente de verdade, não me arrependo de nada do que fiz.

Minha vida foi vivida com inocência e medo de fazer algo que fosse me arrepender, então fiz tudo no meu tempo e com a pessoa certa, namoramos quatro anos e ficamos casados catorze anos, Deus achou suficiente e o levou de volta para o céu, com apenas trinta e nove anos, eu optei por ficar sozinha, juro, eu não me arrependo, cada um é cada um, não me incomodo quem quer refazer sua vida, mas no meu caso com filhos, sendo uma criança e  dois adolescentes, preferi pensar neles, jamais deixaria outro homem entrar na minha vida e fazer algo com os meus filhos.  

Continuo afirmando, apesar de todos obstáculos tivemos uma infância maravilhosa e uma adolescência, sem exibição, com sabedoria e sem mostrar nossos corpo  a qualquer um, hoje somos taxada de quadrada que não tivemos vida, nem podemos falar algo do passado que já vem a ironia, mas ao contrário, eu sinto pena dessa juventude de hoje, eles(as)não se amam nem se respeita, muitos aos doze anos, acredita que se já não tiver transado  estão vivendo fora da realidade, a moda é sair com vários e obvio andar quase pelados.

 Joana Darc Nunes de Araújo A Ferreira.

sábado, 16 de agosto de 2025

 

NORDESTE.

 

Como já falei várias vezes, eu nasci no sertão de Pernambuco, num sitio chamado Clarinha, no mesmo eu morei até dezesseis anos, em 1968 nossos pais e nós, fomos morar na cidade de Itapetim Pernambuco, na verdade, eu não sei se é imaginação minha, mas até 1969 chovia mais que nos últimos anos, ainda assim, tinha a época certa da chuva e também a água já era difícil, mas uma coisa eu lembro, os Nordestinos sempre souberam dá muito valor as chuvas, por esse motivo sempre fizeram armazenamento de água.

Na época tinha muitos potes grandes, e, nos sítios aonde existia um açude, ou rios, os homens cavavam bastante para manter água nas cacimbas, todos sem exceção, economizavam água, os banhos? Óbvio tomávamos, porém, sem exagerar no tempo, com pouca água, afinal era chamado, banho de cuia, as necessidades até hoje, disso eu sinto pena de nós, fico imaginando como sobreviemos sem doenças, porque era um horror, só de lembrar dói em mim.

Eu não lembro de alguém reclamar, na época, apesar do sofrimento achava natural, papai como sempre foi um homem inteligente e esclarecido apesar de pouco estudo, tanto ele, como mãe, comprava escova de dentes, pasta e sabonete Gessy mais e a preguiça de escovar os dentes! Era uma vida tão sofrida e de tantas dificuldades, porém, ainda assim, tínhamos nossos momentos de alegria, como toda criança e adolescente, nós riamos de tudo.

Eu acredito que só fomos ver a diferença quando nos mudamos para cidade. As minhas irmãs tinham até vergonha de sair, e, ir comprar algo que fosse no armazém ou padaria, como eu sempre fui, desde do sitio, pau pra toda obra, sobrava pra mim. Não olhava pra ninguém, porém, Deus foi gentil comigo e só passei um ano em Itapetim, eu fiz dezessete anos em setembro, no final de novembro vim para são Paulo. Eu vim morar com uma tia que não tinha filhos, fui muito bem tratada, mas um ano e cinco meses depois, eu voltei, as saudades era muita, da pobreza e falta de tudo, risos.

Mas fiquei só dez meses, Deus me mandou de volta para São Paulo, mas as saudades da pobreza falaram mais alto e lá vai eu de volta a Itapetim Pernambuco, desta vez fiquei três anos, no início de 1976 voltei para São Paulo, onde estou até hoje, resumo da história, no Nordeste eu vivi no máximo vinte anos, mas amo meu Nordeste, afinal toda minha família ainda mora na mesma cidade, Itapetim ou Recife.

 

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira