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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

 

 

                      

            SERA QUE JÁ OUVE FELICIDADE?

     Eu me refiro, pessoas felizes que sabia viver mesmo com pouco, será? Bom quando eu nasci, era uma pobreza, faltava até o essencial, mas eu não sei porque era feliz, achava tudo tão divertido, há! E também não tínhamos muito no que brincar.

Mais quem disse que fomos infelizes ? Nós mesmo inventávamos nossas brincadeiras, nós improvisávamos nossas bonecas com sabugo de milho, ou pano, nossos brinquedos? O meu irmão e um primo, faziam de madeira velhas, há! A nossa bola era de meias velhas, nós enchíamos de pano, e, lá estava nossa bola.

E nós brincávamos de matar, que hoje é queimada, academia(amarelinha) pular corda, andar de perna de pau, inventávamos de tudo, não parávamos, eu por exemplo amava desafiar o perigo, mexer com bichos personhentos, como cobras, subir em pedra, pés de coco, de frutas, mas não ficava satisfeita se não subisse nos piores lugares.

E tomar banho? Era em rios, açude e lagoas entre as pedras, mas as mais perigosas, eu sempre gostei do perigo, nunca andei normal, eu vivia correndo, quando chovia forte, mesmo relampeando e com trovões enormes, eu adorava tomar banho na chuva e correr até os rios, foi bom enquanto pude e durou risos, hoje até andar é com sacrifícios, mas quem disse que reclamo?

Bons doces? Não existia, brinco, tinha rapadura, época de moagem nos engenhos se tivéssemos dinheiro comprávamos mel ou alfenim, vou contar pra vocês, até pra comprar um confeito (Bala) ou goma de masclar (Chiclete)era difícil, eu nem sei como estragávamos os dentes, não estou brincando, foi a época mais difícil que vivemos, mas eu juro, não reclamava, sabe porquê? Eu não sabia se existia algo melhor, morávamos num sitio onde todos levava a mesma vida de sacrifício e falta de muita coisa.

Mas sim, eu fui feliz, ria de tudo, até da nossa desgraça, agora se existia algo que eu morria de medo, era quando morria alguém, ai nem na frente da casa conseguia passar sozinha, e, se existia uma cruz onde havia morrido alguém, passava correndo risos.

Sim obvio! ouve uma época que até o barulho de um carro eu morria de medo, e, se eu estivesse numa estrada e escutasse o barulho de um carro, me escondia, tremendo de medo, a primeira vez que vi um barulho de um avião, isso muito longe, eu jurava que o mundo estava acabando.

Mas mesmo assim, eu fui feliz, mesmo vivendo com tão pouco, em todos os sentidos.

Hoje mesmo todos tendo uma vida melhor, não digo de rico, porque até hoje, a maioria da humanidade não tem casa, emprego, ultimamente, são poucos os tem moradia, emprego e uma vida fácil, mas com certeza pra vista da época, em que eu vivi, hoje existe mais comodidade,  mas com certeza, existe gente mais preguiçosa e revoltada e acha tudo difícil, alguns preferem se acomodar a correr atrás, ai a coisa só piora.

 Antes não existia oportunidade, muito menos de onde tirar, hoje a maioria das pessoas correm do pesado, muitos, mesmo sem estudo querem tudo na mão, ai fica difícil.

Seria muito bom, se as pessoas pensassem de como eram viver no início do século vinte e bem antes, daí soubesse agradecer a Deus, se esforçando e procurando não depender dos outros, outra coisa não povoasse o mundo quando não tivesse condições nem se sustentar, mas não, continua fazendo filhos, um atrás do outro e pra que?

Já foi a época de uma família ter 15 filhos, um é bom dois é pouco três é demais, os que podem, tem uma casa e emprego garantido, no mínimo tem um, já os que nada tem, povoa a casa e o mundo.

Eu não estou falando besteira é a mais pura verdade, eu queria sim ter uns cinco, quando eu vi a despesa de dois, parei nos três, é difícil, pior que muitos, nem amor consegue demostrar aos filhos, ai crescem jovens revoltados, desiludido, sem expetativas e esperança.

Eu sei, que principalmente nos dias hoje com tantos meios de comunicações, as crianças não entendem porque uns tem e eles não, quem tem muito tem muito, quem não tem nada, é nada mesmo, só raiva, ódio, revolta e onde desconta? Nos mais fracos, que são as mulheres e muitos nos filhos, essa é a mais pura realidade. Deus! Eu só tenho de agradecer por tudo, Deus foi, e é maravilhoso comigo.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira

 

Um comentário:

Anônimo disse...

Sua verdade,
é a minha.
Vivi tudo isso e
Era maravilhoso. Fomos crianças felizes.