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domingo, 12 de abril de 2026

 

       AMO FALAR DE COMO VIVI.

 

        Sabe porque eu gosto de escrever? Por que gosto, depois, amo falar como vivi, apesar das lutas, das dificuldades, eu fui muito feliz, não vou falar que quando, eu resolvi, que São Paulo seria onde eu queria viver pro resto da minha vida, eu esqueceria de onde vim, nasci e vivi, até dezesseis anos, num sitio no sertão de Pernambuco, mas desde, os treze anos, estudando na cidade, mas morando no sitio, foi uma luta, e como! Daí com minha família, nos mudamos para a cidade de Itapetim, Pernambuco,  mas fiquei só um ano, o meu destino, mudou, e vim para São Paulo, assim  como uma jovem indecisa, eu fiquei indo  e vindo até início de 1973.

Mas com certeza foi em Itapetim que vivi momentos incríveis, ia fazer vinte e um anos, quando resolvi ficar três anos seguidos em Itapetim, foi a melhor época, vivendo uma vida de alegria, festas, namoros e a melhor música, com bailes, e música ao vivo, com bandas, que não nos fazia querer ficar paradas.(os)

Na época existias os incríveis, the Fevers, que no Sudeste era as mais tocadas, mas essa banda tocava de tudo, e sendo dançante, então! Mas tinha duas que viraram inesquecíveis, pelo ou menos para mim, a banda abria o baile, com os milionários dos incríveis, e, fechava com Roberto Carlos com a música VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM, mas eles ficavam um bom tempo falando; ITAPETIM NÃO SERVE PRA MIM. Será que alguém que viveu comigo naquela época de ouro e bons momentos lembra dessa frase?

Agora tinha um bar, no centro da cidade, que tinha um som maravilhoso e todas as noites o dono ligava nas alturas, e, como eu, ele amava as músicas de Benito de Paula, eu aprendi todas as letras, mas se ele não gostava de outras? Sim, Roberto, Reginaldo Rossi, Júlio Inglesais, Demi Russ., vários da jovem guarda, mas no sábado e domingo, e nas férias, eram todos os dias, das seis as dez da noite.

Há! Mas tinha música nos finais de semana, direto do colégio onde estudávamos, o diretor colocou uma difusora, sabia que até música, um alguém oferecia a outro alguém, era uma barato. Com certeza quem viveu essa época, não sei se em todas regiões, estados, e, cidades, mas nós sim, da minha cidade chamada Itapetim Pernambuco, tivemos esse privilégio.

Como ficar passeando na praça, isso dando voltas, paquerando, na época (flertando) ou namorando sentado nos bancos da praça, e, ouvido músicas com letras maravilhosas, que nos fazia sonhar, chorar por alguém, ou mesmo rir, pra não chorar, contando piadas, nos divertindo, Obvio! já existia pessoas  maldosas e metidas  a besta, querendo como até hoje, ser o melhor, mas juro! Eu era tão animada, feliz, e uma coisa eu tinha certeza, apesar de amar Itapetim, eu sabia que só estava passando ali umas férias prolongadas,  então quem me incomodava, ou fingia não ver, ou fazia o mesmo, não olhava pra mim, e eu Kiko? Meu, passa, tempo, era dá boas gargalhadas, isso incomodava muita gente.  

Sem contar, morava no centro da cidade, na casa mais bonita, risos, brincadeira gente, era a mais feia, as janelas tinham tanto buraco que nem precisava abrir as portas pra ver a rua, mas era nossa, nunca tive vergonha de falar para  um namorado, aquela casa linda, pois é ali que eu moro.

Uma coisa que nunca fui, foi mentirosa, ria muito, até de mim mesma, mas tinha três amigas que  gostava muito, mas elas, uma era baixinha, outra nem lá nem cá, e tinha uma mais alta, então eu as chamava de MON AMUR, MEU BEM, MA FEMME, as vezes elas ficavam bravas, eu falava, gente! A vida é assim, vocês acham que alguém já não me colocaram vários apelidos liga não, depois é bonitinho e letra de música,  essa fui eu, divertida, alegre, mesmo com dificuldade fiz da minha vida o melhor, fiz muitos amigos (as) namorei muito, dancei, ri muito e fui sim feliz, por que Deus nunca me deixou sozinha, nos bons e maus momentos.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

 

TUDO VIROU DO AVESSO

Se antes as pessoas acreditavam em Deus e seguia as tradições, hoje infelizmente mudou tudo, antigamente os filhos respeitavam aos pais, e de alguma forma os escutava, e, ao  se deitar e se levantar pedia bênçãos aos pais, alguns rezavam, iam as missas, como tinha sido batizado, faziam primeira comunhão, e, quando bebê já eram crismados, com o tempo mudou, só após os quinze anos que fazem o crisma.

Então a maioria das famílias, eles e os filhos tinha uma base, existia amor união e os irmãos, apesar de se desentenderam ainda escutava os pais, e conseguiam ter carinhos uns com ou outros, hoje está tudo pelo o avesso.

Começa pelo o final do ano, primeiro o Natal, tempos atrás não existia grandes comemorações, mas era costume a família ir à missa, não sei, em outros países, ou estados, mas no sertão de Pernambuco, onde eu fui criada, a única coisa que se falava era do nascimento de Jesus, e se comemorava com respeito  e amor.

Não existia festas com comilanças, nem tinha como, muitos nem condições tinha de se alimentar, imagina fazer grandes festas, mas com certeza, tinha respeito, harmonia e alegria por se comemorar o nascimento de Jesus.

Hoje virou uma baderna, onde os seres humanos só pensam em comer, beber, até matar ou morrer, pensar no nascimento de Jesus pra que? E tanto ódio, egoísmo e falta de Deus, e, o amor em quase

todos os lares.

A família toda separada, e por qual quer motivo já começa a baixaria, enchem a mesa de tudo que é bom, no final, as discussões ganha, e até a ceia de natal, que muitas vezes, a mãe que é da idade que se respeitava essa data, vai tudo pro brejo.

Ai no ano novo nada muda, é tanto luxo, as pessoas comendo e comemorando como se fosse o último dia de vida, e a matança continua, ao invés de alegria é ódio, confusão regada a muita cachaça e drogas, mas que nada, o ano novo mesmo, só começa depois, da pouca vergonha que é o carnaval, ok antigamente, no meu tempo, isso mesmo, existia sim carnaval, com as famílias se divertindo, fosse nas ruas ou, em pequenos salões, era realmente a festa, com um clima de alegria e felicidade, na verdade, eu nem sei como essa festa popular, virou essa porcaria e pouca vergonha, como era tudo tão perfeito e bonito, inventaram que seria melhor se fosse feito nas avenidas das das grandes capitais,  com escola de samba, mas  com todos nus com a mão no bolso, sim antigamente, era na rua e com respeito, mas mudaram, além de achincalhar, Deus e Jesus de todas as formas, é uma pouca vergonha que dá nojo.

Ai vem a pascoa, se antes era mais uma comemoração e respeito, a ressurreição de Jesus cristo, era sublime, tinha todo um ritual e celebração onde os antigos tinha respeito e tentava fazer o certo, até os mais pobres, algumas tinha o costume de não só respeitar, como levar a família as missas, tinha o respeito até na hora das refeições, e, as famílias costumavam respeitar, hoje inventaram até o coelhinho da pascoa, e cada dia inventam, mas  delicias para se presentear na semana santa, agora pergunta se alguém vai na igreja, conversar com Deus e agradecer a vida.

Bom, eu, de coração acredito que o importante é o respeito, e, cada um, fazer suas orações e agradecimentos sem alardes, está tudo errado, cada dia a coisa só piora, na verdade, para quem tem mais de cinquenta anos, são poucos o que tem algum  respeito e quer saber se aquela pessoa teve uma vida, a falta de respeito lidera, somos pessoas não gratas, e passou dos setenta então? Vira algo indesejado, moral da história a pascoa virou comer, comer, com muito chocolate, e como no final do ano existe papai Noel, agora é o abençoado coelhinha da pascoa, e lá vamos nós, para mais uma aventura e fantasia que acaba destruindo as tradições do mundo, obrigado gente vocês venceram, não só conseguiram fazer das velhas tradições, nada, como transformar uma festa popular, como o carnaval numa verdadeira safadeza e imundice.      

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

 

 

 

sábado, 28 de março de 2026

 

 

                       DE ESTRELINHA A ALEGRIA.

 

                   Eu sempre gostei de fazer amigos, de  ambos os sexos, e tenho tido sorte, a maioria até hoje mantenho contato, mas eu sempre deixo claro, quem tiver um amigo, mas digo verdadeiro, nunca, por hipótese alguma o esqueça, mesmo não convivendo com esse amigo, quando der e poder dei-lhe mensagem, antigamente era muito difícil, cartas vai, cartas vem, ainda assim eu conseguia manter contato, com alguns, mas hoje com essa tecnologia, essa benção que a internet, só não fala e lembra quem não quer.

       Aos dezoito anos, eu ganhei esse lindo e singelo apelido, estrelinha, por um amigo que já voltou pra casa do pai, eu só andava correndo e cantando, várias músicas, mas uma noite meio chuvosa, naquela época era assim, antes da chuva chegar, as luzes já iam por além, por conta dos relâmpagos, então como estava tudo muito escuro, eu ia a padaria correndo e cantando, ó ó ò onde estará minha estrelinha? Então esse cara, ele era um policial, ele falou; vem estrelinha vem, rimos, a partir desse dia, ficamos amigos e pegou, ele passou a me chamar de estrelinha.

       Agora ok, muita gente aqui na internet, sempre que posto foto séria alguém pergunta; cadê o sorriso? Mas eu conheci alguém muito especial, eu o chamo de anjo de luz, não gente da mente poluída, um amigo de verdade, ele me chama de Alegria, eu simplesmente amei, porque realmente, apesar de tudo que vivi e passei, mantenho minha alegria e felicidade.

       Infelizmente, eu conheço pessoas da minha idade, e, até mais jovem, que não sabe sorrir, não se anima, vivi ali no seu mundo, de verdade, eu tinha todos os motivos do mundo pra não sorrir, perdi meu marido muito nova, com ajuda de Deus, sem ele não teria sido possível, cuidei de três filhos, sendo uma criança e dois adolescentes, foi fácil? Não, mas Deus me deu muito força, hoje vendo os meus filhos formados, dois doutores, e um, que apesar de não ter estudado um verdadeiro homem, integro, de caráter e admirável.

       A vida não é moleza, mas se você não souber levar e, acreditando muito em Deus, a vaca vai pro brejo, graças a Deus, apesar de meio tímida, era feliz, e talvez para não demonstrar minha timidez, eu só andava correndo e cantando, tinha uma voz! Risos.

       Depois do fecebook, reencontrei muita gente, muitos de onde eu vivi, na verdade eu fiquei menos tempo em Pernambuco, do que vivo aqui no sudeste, mas fiz muitos amigos, as vezes alguém comenta no fecebook, eu lembro de você correndo, com seus cabelos louros e lindo voando, namoradeira, esnobando os meninos dos sítios, risos, mas não era assim meus amigos, um pouco era timidez e pra ninguém me parar,  talvez sem querer dava essa impressão, porque se algo que não sou, nem nunca fui foi esnobe e metida.

       Ao contrário, eu amava conversar com todos, brincar contar piadas, enfim, fui e sou uma pessoa muito alegre, e, olha, eu tinha tudo pra ser uma pessoa fechada, odiando o mundo, ao contrário, eu acredito, que tudo que vivemos ou passamos, Deus quer simplesmente ver e sentir, até onde vai nossa fé, e, se acreditamos mesmo, nosso pai rei do universo.

       Obvio! quando somos jovens as vezes somos um pouco arrogantes, porém, eu era uma pessoa que nunca gostei de injustiça, dependendo da pessoa, se ela se achava melhor que eu, sinto muito, com certeza dava o troco.

       Principalmente uma pessoa, só por tem uma super casa, carro e estudo se acharem melhor, não, é demais pra minha cabeça, não fui,  não sou, nem nunca serei rica, o luxo não me atrai, odeio mentiras e fofocas,  quem conta vantagem então, prefiro, nem aproximação, o dinheiro é importante, e como! Mais não pra você querer tirar vantagem, e, fazer amizade visando lucro.

       Deus, eu sempre me achei estranha, o dinheiro fama, nunca me atraíram a ponto de querer a todo custo ter, doía quem doer, a única coisa, hoje que peço a Deus, paz, saúde e amizade sincera, se tem algo que odeio é mentira, não perdoou.

 

                    Joana Darc N de Araújo A Ferreira.  

sexta-feira, 20 de março de 2026

        

VOCE LIA FOTONOVELAS?

 

Obvio! Os jovens vão se e me perguntar, mas o que era isso? O disco de vinil muitos ainda sabem, mas essas revistas, que era a febre na nossa época, aliás era como você acompanhar uma novela, só que muitas vezes, em horas você já lia, começo e fim.

Eu por exemplo era fã e tinha uma coleção de ambas, me refiro, capricho, fotonovelas, contigo, sétimo céu, ilusão entre outras, dentro dela, vinha Portes de artista em geral, na época que eu comecei colecionar, foi em 1970, em Guarulhos São Paulo, em março de 1971 eu voltei ao sertão Itapetim Pernambuco, levando comigo 150 revista, e no meu quarto enchi de portes, eu nunca fui fã de artista, mas ator tinha vários, mas o meu preferido Marcos Paulo,(in-memorian) como na minha cidade, a televisão poucos tinham, e quem tinha era chuviscando, inventei que esse ator era meu namorado risos.

Pois é, por mim com certeza, eu ainda teria algumas dessas relíquias, infelizmente os desavisados, sem noção e um pingo de responsabilidade, não me devolviam, eu bobo ficava com vergonha de pedir de volta acreditam? Acabei que lá se foi pro brejo minhas revistas.

As histórias eram fascinantes e muitas vezes nos fazia chorar, na verdade os artistas, muitas vezes eu imaginava ser fictício, aí quando começou as revistas com cantores, ou atores brasileiros e colorida, foi que a ficha caiu, risos, era demais.

Bom, apesar de hoje, não todos, mas muitos jovens , elas, ou (eles) não conseguir, nem acreditar, que seus avôs já foram jovens, imagina que tivemos sonhos, ilusões, esperança e mesmo na simplicidade, e, muitos, faltando até o básico, eu falo por mim, fui muito feliz, com certeza, eu não mudaria nada, minto, teria estudado mais, eu vivi o romantismo, dancei de rosto colado, namorei com meninos muito bonitos, apesar de não ser bonita, mas é como eu sempre digo, a juventude, quando você não nasceu prejudicada, se você souber viver, a vida lhe sorrir.

Os jovens de hoje, alguns tem pena de nós os idosos, outros nos ignora como se não fossemos gente, eu acredito que para muitos já nascemos velhos e senis.

Obrigada Deus, por eu ter vivido na melhor época, e, ter sabido aproveitar tudo dá melhor forma, com amigos verdadeiros, uma juventude saudável respeitando os nossos limites, com sabedoria e inteligência.

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

sexta-feira, 13 de março de 2026

 

O MEU NOME FOI UMA COMEDIA

 

Na verdade não foi realmente uma comedia, mas que foi engraçada foi, o meu avô João, pelo o visto lia a bíblia, pois é, quem diria, Joãozinho de Senhorinha era católico, ele teve vários filhos e alguns morreram bebês, só seis sobreviveram, todos com nomes bíblico, mas meu avô cismou com um nome; Joana Darc, daí teve duas filhas com esse nome, mas as duas partiram dessa para melhor ainda bebês, quando o meu pai, Jonas nasceu, começou a saga, como foi o primeiro a se casar, a primeira filha, obvio! O meu avô, ele queria Joana Darc, mas a minha mãe tinha feito uma promessa, ela a batizaria com nome Terezinha.

Meu avô falou; a próxima será Joana Darc, como se adivinhasse que o meu pai, como ele, parecia coelho, e, amava namorar e fazer filhinhos, daí um ano depois mais uma filha, meu avô como era Tabelião, nem esperou minha mãe decidir, colocou Joana Darc, mas né que a bichinha bateu as botas com  apenas três meses, mas papai coelhinho, logo encomendou outro bebê, lá se vem uma menina, mas a minha mãe falou; essa não vai se chamar Joana Darc, acabamos de perder uma com esse nome, mas meu avô não se conformou, e, falou  à próximo será Joana Darc, pra sorte da minha mãe veio menino, Erasmo, mas meu avô falou; se a próxima for menina vai ser Joana Darc, e foi o que aconteceu lá vem eu, adivinharam; Joana Darc risos.

Nasci tão feinha como a fome, mas lourinha, fui crescendo e como na época chovia sempre, eu só vivia nos rios, açudes e lagoas, tomando banho, fazia chuva ou sol, então fiquei pior, além de feia o nariz era o que mais pegava sol, então, mas parecia um nariz de palhaço.

Com doze anos, do sitio fui estudar na cidade, mas na época como não existia nada de leis, pobre de mim, como sofri bullying, claro era outro nome, não lembro, por conta do meu nariz vermelho risos. De tanto eu reclamar, a minha mãe, conseguiu uma pomada chamada Minâncora que servia com protetor solar, mas continuei feia, claro não tinha como ser diferente, só mudei, quando com 17 anos, eu vim pra são Paulo, e, voltei um ano e meio depois, aí sim fiquei apresentável e choveu pretendentes, são Paulo muito frio, fiquei branquinha, e até os meus cabelos, mas claros e lindo.

Bom, mas voltando ao meu nome, segundo os antigos, não poderiam colocar o mesmo nome num filho, quando o primeiro havia morrido, no meu caso morreram três, então não sei porque, eu coloquei na cabeça, que a sorte, principalmente, todos os meus problemas de saúde, delas, vieram pra mim, mas no sitio, os mais velhos diziam; que como eu fazia coisas que não eram para minha idade, com cinquenta anos já não andaria mais.

Na verdade, como eu era a mais velha em casa, eu me sentia na obrigação de ajudar a minha mãe, como botar água com lata de 10 litro, isso longe e colando sozinha na cabeça, com apenas dez anos, e, lavando roupas muito longe onde tinha água, sim, eu tinha irmãs mais velha, mas papai, quis que novinhas elas fossem estudar na cidade morando com minha avó paterna.

Então, tudo e mais um pouco, eu tenho na coluna, desvio, hérnia de disco, bico de papagaio artrose em todas as vértebras, segundo os médicos não sabem como eu ainda ando, mas digo; Deus, desde pequena eu sinto Deus comigo, obvio! Não consigo andar muito, mas graças a Deus, eu durmo bem, cuido do meu neto, faço comida e sou grata a Deus, por ainda fazer o que faço, quando eu podia não tinha condições financeiras para viajar, não que seja rica, mas hoje posso, mas infelizmente não consigo, pela minha saúde.

Meu filho viaja muito, as vezes fica um ano fora, e, quer muito que eu vá visita-lo, como ele sabe o quanto gostaria de conhecer, além de Portugal, Espanha, principalmente, setenial de las bodegas (Cidade da Pedra) ele diz que iremos, mas não consigo ficar sentada doze horas dentro de um avião, quando viajo para Pernambuco, são duas hora e meia, já me sinto mal.

Como a única coisa que amo de verdade, além de ouvir boas músicas, é escrever, mesmo que as vezes ainda erre.  Obriadooooo

Joana Darc N de Araújo A Ferreira

 

sexta-feira, 6 de março de 2026

                     MEU AMIGO VIRTUAL.



Para você o que significa ter um amigo? Precisa conviver com ele para sentir e saber que é seu amigo? Ou mesmo não convivendo, como hoje, encontramos muitos amigos virtuais na internet, você consegue fazer amigos e sente como se já o conhecesse? Eu encontrei um amigo verdadeiro pela internet, com um diferencial ele é cantor, eu me apaixonei pela suas músicas, uma especial (Saudade que queima) me fez reviver toda minha vida nessa letra, foi como se eu estivesse vendo toda minha história com  meu namorado, marido e hoje falecido marido, Crisanto (Guego) minha história com ele foi curta, ao todo 18 anos, então resolvi escutar todas as músicas desse cantor, ao ouvir todas vi que ele não era cantor de uma só música, eu comentei todas, então ele conseguiu entrar no meu facebook. 

Foi através dali que nasceu nossa amizade, ele me confidenciou que, com o apoio de ferramentas avançadas, ele consegue adaptar a sua voz ao tema eu estilo de cada música em particular. A grande maioria dessas músicas tem a voz dele.

Todas as letras são originais dele. Com o apoio dessas tecnologias avançadas ele também consegue criar os vídeos, adaptados a cada música.

O cantor (a figura) é escolhido virtualmente. Segundo ele, se sentiu no dever de me contar toda sua história e trajetória de vida, agora somos verdadeiros amigos, me fez ficar mais encantada e querer ser sua amiga pra sempre.

Não vou falar sua idade, sei que é um ser humano como poucos, eu tenho a impressão que nos conhecemos de outras vidas, pelo carinho que sentimos um pelo outro, sem nenhuma maldade ou segundas intenções. Ele é Português, mas nascido em Angola.

Deus, obrigado por ter me apresentado mesmo que virtual esse homem de caráter, sábio de uma alma e um coração tão sincero e puro, eu jamais vou cansar de agradecer a Deus, por nessa altura do campeonato  me apresentar um amigo com tanta sensibilidade, educação e inteligência. Às músicas dele, me fizeram chorar, algumas nem eu mesma sei porque, sinto muito saudade, ai escutei à Luz de Deus, eu percebi nesse homem, por nome de Paulo Luís Campos, um ser humano abençoado, quisera Deus, que mais pessoas pudessem acompanhar suas músicas, e, se escrever no seu canal, com o nome Jindungobeats no Youtube.

Obrigado Deus, eu já passei por tanta dor, perdas, mas Deus, nunca me abandonou e nunca cansa de me ajudar em todos minutos da minha vida, apesar de tantos problemas de saúde, nunca, me faz ficar triste e acreditar que eu não posso, a minha força, fé, alegria, paz e felicidade vem do meu único amigo, confidente e porto seguro DEUS.   

Joana Darc N de Araújo A. Ferreira.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

  

 

ARVORE GENEALOGICA.

 

Por acaso você já quis saber de onde veio sua família, quer dizer sua arvore genealógica, como eu saí de Pernambuco muito jovem, obvio! E era alienada, eu só fui me interessar e querer saber de onde viemos, há alguns anos atrás, então como a minha mãe, apesar de doente por conta de um derrame cerebral, ela não anda, mas felizmente sua memória é ótima, quando vou visita-la o que mais fazemos é conversar, então eu quis saber dos meus bisavós, porque minha vó materna apesar de branca ela tinha cabelos crespos, e algumas tias a mesma coisa, como tinha alguns muito escuro (moreno) a mesma coisa aconteceu com nós, os filhos, meus irmãos por exemplo, três apesar de olhos claros, o cabelo é muito enrolados, como tenho uma irmã da cor bem escura com cabelo bem ruim.

Então minha mãe me contou que meu bisavô era angolano, a minha bisavô não era albina, mas segunda minha mãe, ela era branca sarará, daí nossa diferença.

Já o meu avô paterno, descente de índio, então tudo ficou claro, os meus cabelos, louros, mas muito liso, já outras irmãs apesar de ter cabelos lisos, eram meio grossos, assim era toda nossa família materna.

       Na verdade, a minha mãe não conheceu seus avôs maternos, já avó paterna ela conheceu, segundo minha mãe, ela era muito brava, eu muito curiosa quis saber mais sobre a história, só que minha mãe pouca sabia, só que meu bisavô veio para o Brasil, não se sabe como, ele veio parar em Pernambuco, e foi parar num sitio onde existia essa família sarará, e, segundo a minha mãe, o meu tataravô muito preocupado com os filhos muitos brancos, ele havia prometido a se mesmo, casar uma filha com alguém de cor escura, quando apareceu esse angolano não me preguntem se por amor, sei que se casaram e tiveram 13 filhos.

       O casal, outra coisa não, mas furdunçar sabiam, o meu bisavô trouxe algum dinheiro, e, transformou o sitio num pequeno povoado com direito até uma capela, pena que só fomos descobrir essa história tarde demais, um primo de primeiro grau tentou desvendar o mistério, o mesmo mora no Maranhão, mas infelizmente ele não teve progresso, então com muita tristeza jamais vamos saber a fundo a nossa verdadeira história.

       Talvez se quando a minha avó fosse viva, alguém tivesse se interessado em saber da nossa história, hoje nós soubéssemos de alguma coisa, uma das minhas irmãs também foi a esse sitio, mas a capela estava fechada, segundo a minha irmã existia muitas casas, mas como o meu primo eles não descobriram nada.

       Por isso eu escrevi a história da minha vida e tudo que eu sei, para se algum dia, os meus netos quiserem saber de onde eu vim, ler a história e saber alguma coisa.

       A história das minhas tataravós, bisavôs, pelo o visto foi bem sofrida, mas com progressos e muitas aventuras, lutas, tabus e cheia de novidade, até um bisavô angolano e uma bisavô sarara tivemos, nós não tivemos direito nem acesso as nossas raízes, por conta da ignorância e inocência da nossa avó.

Bom eu resolvi contar um pouco, apesar de quase nada saber ou entender, juro me sinto frustrada, o que eu mais queria era saber mais da nossa verdadeira arvore genealógica, já a paterna sei que somos todos brasileiros.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.