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sexta-feira, 22 de maio de 2026

         EITA! UM MÊS PARA EU VIAJAR.

      Se estou feliz? E como! Na verdade, nem sei o que estou sentindo, quatro anos sem ver minha mãe, irmãs e tanta gente que gosto, que com certeza, muitos gostam de mim risos.

É tão engraçado, mesmo eu tendo saído de lá a tantos anos, ainda sinto um frio na barriga quando penso que vou voltar a minha cidade, Itapeitm Pernambuco, vivi pouco na minha terra e com meus pais e irmãos, minha vida foi construída aqui, destino? Tinha que ser, ou  eu resolvi, só Deus sabe, apesar de ter vivido pouco tempo no Nordeste, eu vivi momentos inesquecível que ficaram para sempre na minha memória, porque foi vivido na juventude, onde vivíamos livres, sem medo, onde até para irmos a um baile ou festas de rua, as portas ficavam escorada com um pano, sem perigo de alguém entrar para roubar, mas roubar o que? Graças a Deus até a maldade e a violência era zero.

 O que mais me deixa triste, aliás, não é exatamente tristeza, mas a nossa casa era tão precária e pequena, não tinhas quase moveis, o banheiro era indecente, dava até medo risos, nós dormíamos uns em cima do outro, não gente em cima não, num minúsculo quarto com três camas e redes para alguns dormirem, era bem desgastante, privacidade meu Deus! Nem portas nos quartos tinha, era uma curtinha bem rala e feia.

Quer dizer, fomos uns sobreviventes, mas se eu tinha vergonha da casa não, era nossa, saí de lá, até hoje não sei porque, mas Deus com certeza sabia.

Depois de doze anos voltei, já casada e com dois filhos, a casa havia se transformado, meus pais reformaram e até dois banheiros tinha, depois, só voltei treze anos depois, já tinha até um segundo andar, seis quartos e três banheiros, ao lado um dormitório com 14 quartos, em baixo uma lojinha da minha mãe.

Depois passei ir, de dois em dois anos, dormia num quarto sozinha no andar de cima, do quarto onde dormia, via a cidade, o colégio onde estudamos e onde fui grandes festas, a praça, transformada e a noite sem ninguém, na nossa época, era cheia onde se via vida, rizadas, alegria e muita animação.

Como em casa, onde antes apesar da pobreza e falta de tudo existia vida, com o tempo, fomos todos casando e cada um seguindo seu rumo; eu como sempre fazendo perguntas bobas, Deus, como, porque quando precisávamos vivíamos naquele sufoco? E hoje com tanto espaço e morando tão pouca gente?

A vida é mesmo um mistério, todas as vezes que volto lá, eu me pergunto a mesma coisa por que Deus? Eu vejo que a única irmã que ficou em casa não é feliz, ok cuidou do papai até ele morrer, e a vinte e quatro anos ela cuida da nossa mãe, que vivi numa cama, mas graças a Deus, elas tem uma vida financeira estável, mas infelizmente não é feliz.

Ai a pergunta, porque? Quando era a casa cheia, mesmo nos faltando tudo, nós tínhamos alegria, sonhos, esperanças, que um dia tudo mudaria para melhor, para alguns mudou, mas nem todos, mesmo com uma vida melhor e feliz.

Graças a Deus, eu mesma tendo perdido meu marido jovem, eu consegui construir minha família, claro temos nossos problemas, mas temos paz, eu fui feliz com meus filhos e sou.

Mas uma vez indo visitar minha família e de coração, desejo reencontrar todos bem e como eu, em paz e feliz com suas famílias.

Que Deus me faça ir e vim em paz, com saúde e Deus juntinho a mim, em todos os momentos. Esse ano foi um ano abençoado, choveu muito e vou encontrar meu sertão com fartura e muito verde, como espero encontrar minha família feliz.

Obrigado Deus, meu pai por tudo, minha vida, dos meus filhos e por tudo que o senhor nos proporcionou, sou grata eternamente pela família que formei com Deus me ajudando, amém, Deus continuo me abençoado a mim e minha família.

  Joana Darc N de Araujo A Ferreira

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