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quinta-feira, 28 de maio de 2026

 

EU RESPIRO MUSICA.

 

Eu bem que poderia ter sido cantora, mas cadê a voz? Mas sempre gostei de cantar, aliás vivia cantando, hoje muita gente que me segue no face book, obvio, quem morou em Iapetim Pernambuco, alguns dizem, eu lembro muito de você, mas correndo e cantando, risos.

Era verdade, eu adorava correr e sempre gostei de cantar, os meus filhos; hoje me dizem, nós somos gratos, porque crescemos com a senhora cantando músicas popular, rock romântico, enfim só música boa, com a senhora aprendemos a gostar de música boa, amo música internacional, uma ate hoje gosto, Rock and Roll Lullaby, com BJ Thomas, Papai me presentou com compacto, então eu me senti, ai alguém quebrou, chorei muito, mas por ter sido presente do meu pai.

Ultimamente estou seguindo um cantor português nascido na angola, eu estou amando suas músicas, ele canta todos os estilos e ritmos, como dançante, românticas, alegres, enfim ele é muito bom.

Mas continuo escutando Roberto, Benito, the Fevers, os incríveis, Osvaldo Montenegro, enfim amo músicas dos anos 70 até 90, e internacionais sempre, agora o que não me entra é sertanejo, e, essa porcaria que se faz hoje, a maioria só tem refrão, é feio pra cachorro.

Mas quando jovem, era viciada, em todos as músicas, nossa, na verdade, não tinha um cantor daquela época que eu não gostasse, eu tinha uma facilidade para aprender a letra.

As vezes ficava horas, dias até semana tentando escrever a música pelo o rádio, isso quando um filho de Deus pedia a abençoada música, aí quando um senhor dono de um bar que ficava no centro da cidade, seis horas ligava o  som em todas as alturas, era uma maravilha. (para os jovens claro.)

O bar ficava quase em frente a nossa humilde casinha, a casa só por Deus, mas tudo o que acontecia no centro da cidade éramos os primeiros a assistir de camarote, fosse festas, brigas, som alto, era uma festa todos os dias.

Apesar de vivermos uma vida muito difícil por conta das dificuldades, como todos jovens, eu, pelo um menos,  era alegre e feliz, na época a nossa diversão era a praça principal, namorar era nos bancos, obvio eu sempre procurava os mais escurinhos risos.

Sabem da melhor, eu nunca sentava no mesmo banco com o próximo namorado, eu vou contar minha gente, eu vivi intensamente e tudo no meu momento, adorava fazer amizades, tinha muito amigos do sexo oposto, na verdade, era bem popular e divertida, perto de mim, só ficava sem rir surdo, ria de tudo, um dia estava bem seria, eu e minha prima, irmã de alma e coração, a Cida, então um cara que nunca eu tinha visto nos chamou, fomos meio sem entender nada, ai falamos o que você quer? E ele fazer uma pergunta, faz, vem cá vocês estão doentes? Claro que não, porque? É a primeira vez na vida que vejo vocês duas serias, pra que? Foi muito gargalhada.

Essa foi eu, feliz mesmo me faltando até o essencial, doce juventude e quando se sabe viver e os pais confiam, devemos agradecer não fazendo coisas erradas.

Hoje, é tudo tão diferente, não existe inocência, conversa saudável e nem nas praças os jovens sentam mais, não me refiro as cidades grandes, que essas, eu acho que nunca existiu esse costume, falo em cidade pequena, todas as vezes que visito Itapetim Pernambuco, fico na varanda da casa da minha mãe, eu me entristeço, agora são três praças lindas, mas não tem um filho de Deus sentado nas praças, e se tem é fumando sabes lá o que, ou vendo celular.

Nem bailes como antes tem, nas festas do padroeiro da cidade, é tanta gente, um som tão alto, que se você não for surdo, ensurdece.

       Ai de você, de certa idade, resolve dá uma voltinha na cidade, os jovens te atropelam sem dó nem piedade.

       Bom, infelizmente tudo mudou, que lastima e pra pior, bailes em clubes, eu nem sei se ainda existe, ao invés, de com o progresso e todas as modernidades, o mundo e o povo tivessem mudado para melhor, eita seria maravilhoso, ao contrário, só desgraça, maldade, gente matando e se matando, a droga liderando enfim (Deus nos acuda)

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

 

 

sexta-feira, 22 de maio de 2026

         EITA! UM MÊS PARA EU VIAJAR.

      Se estou feliz? E como! Na verdade, nem sei o que estou sentindo, quatro anos sem ver minha mãe, irmãs e tanta gente que gosto, que com certeza, muitos gostam de mim risos.

É tão engraçado, mesmo eu tendo saído de lá a tantos anos, ainda sinto um frio na barriga quando penso que vou voltar a minha cidade, Itapeitm Pernambuco, vivi pouco na minha terra e com meus pais e irmãos, minha vida foi construída aqui, destino? Tinha que ser, ou  eu resolvi, só Deus sabe, apesar de ter vivido pouco tempo no Nordeste, eu vivi momentos inesquecível que ficaram para sempre na minha memória, porque foi vivido na juventude, onde vivíamos livres, sem medo, onde até para irmos a um baile ou festas de rua, as portas ficavam escorada com um pano, sem perigo de alguém entrar para roubar, mas roubar o que? Graças a Deus até a maldade e a violência era zero.

 O que mais me deixa triste, aliás, não é exatamente tristeza, mas a nossa casa era tão precária e pequena, não tinhas quase moveis, o banheiro era indecente, dava até medo risos, nós dormíamos uns em cima do outro, não gente em cima não, num minúsculo quarto com três camas e redes para alguns dormirem, era bem desgastante, privacidade meu Deus! Nem portas nos quartos tinha, era uma curtinha bem rala e feia.

Quer dizer, fomos uns sobreviventes, mas se eu tinha vergonha da casa não, era nossa, saí de lá, até hoje não sei porque, mas Deus com certeza sabia.

Depois de doze anos voltei, já casada e com dois filhos, a casa havia se transformado, meus pais reformaram e até dois banheiros tinha, depois, só voltei treze anos depois, já tinha até um segundo andar, seis quartos e três banheiros, ao lado um dormitório com 14 quartos, em baixo uma lojinha da minha mãe.

Depois passei ir, de dois em dois anos, dormia num quarto sozinha no andar de cima, do quarto onde dormia, via a cidade, o colégio onde estudamos e onde fui grandes festas, a praça, transformada e a noite sem ninguém, na nossa época, era cheia onde se via vida, rizadas, alegria e muita animação.

Como em casa, onde antes apesar da pobreza e falta de tudo existia vida, com o tempo, fomos todos casando e cada um seguindo seu rumo; eu como sempre fazendo perguntas bobas, Deus, como, porque quando precisávamos vivíamos naquele sufoco? E hoje com tanto espaço e morando tão pouca gente?

A vida é mesmo um mistério, todas as vezes que volto lá, eu me pergunto a mesma coisa por que Deus? Eu vejo que a única irmã que ficou em casa não é feliz, ok cuidou do papai até ele morrer, e a vinte e quatro anos ela cuida da nossa mãe, que vivi numa cama, mas graças a Deus, elas tem uma vida financeira estável, mas infelizmente não é feliz.

Ai a pergunta, porque? Quando era a casa cheia, mesmo nos faltando tudo, nós tínhamos alegria, sonhos, esperanças, que um dia tudo mudaria para melhor, para alguns mudou, mas nem todos, mesmo com uma vida melhor e feliz.

Graças a Deus, eu mesma tendo perdido meu marido jovem, eu consegui construir minha família, claro temos nossos problemas, mas temos paz, eu fui feliz com meus filhos e sou.

Mas uma vez indo visitar minha família e de coração, desejo reencontrar todos bem e como eu, em paz e feliz com suas famílias.

Que Deus me faça ir e vim em paz, com saúde e Deus juntinho a mim, em todos os momentos. Esse ano foi um ano abençoado, choveu muito e vou encontrar meu sertão com fartura e muito verde, como espero encontrar minha família feliz.

Obrigado Deus, meu pai por tudo, minha vida, dos meus filhos e por tudo que o senhor nos proporcionou, sou grata eternamente pela família que formei com Deus me ajudando, amém, Deus continuo me abençoado a mim e minha família.

  Joana Darc N de Araujo A Ferreira

domingo, 17 de maio de 2026

 

 EXEBICIONISMO

 Ando sem paciência, fico me perguntando, meu Deus! Como ainda existe gente que vive babando ovo de certos famosos, agora, além dos pais, que já não aparecem tanto, são os filhos, como é bonito, é a cara do pai, ou da mãe, meu Jesus Cristo... Entranho seria, se fosse parecido com quem comenta, ou comigo, risos, as meninas moças, algumas se vestem com extravagâncias, ao invés de bonitas parecem envelhecidas com cara de adultos e horrendas.

Será que não se olham no espelho, porque não se vestem como adolescentes normais, afinal de contas ainda existem garotas tontas, que se espelha nessa gente sebosa, o pior, é as caras que fazem, é muito irritante é postar fotos, que os babacas de plantão e sem noção, uns é elogiando, outros criticando e dando palpites, realmente eu não consigo entender como ainda existe gente que se ocupa em seguir essa gente, é duro.

 Passa anos saí anos, apesar de tantas catástrofes, mortes de poderosos endinheirados que se achavam imortais, alguns  continuam se achando a última bolacha do pacote, eu não consigo entender, principalmente esses artistas e famosos em geral, eles querem tanto aparecer e pisar nos humildes, que chega a ser nojento, o que será que pensam, que além de imortais são intocáveis, a culpa é do povo, em pleno século vinte e um eles continuam idolatrado essa  gente que tem mau hálito, faz xixi, coco e fede igual todos nós, como todos, as partes intimas, pode lavar com agua sanitária que o odor não desaparece.

Estamos vivendo num mundo com tantas sujeiras, gente destruindo o meio ambiente, matando inocentes, ao invés do povo tentar sobreviver e lutar por um mundo melhor, ainda é vivendo, elogiando e fazendo essa gente hipócrita crescer, ninguém canta ou sabe atuar, é uns artistas tão medíocres, fúteis e sem noção, que jamais teriam que ter apoio e audiência, mas o povo, esses são uns jumentos e ainda falam, seguem e curtem esses artistas sem talento. Gente! acordem para cuspir, não der valor a esses falsos ídolos, que hoje não sabe nem falar, imagina compor uma letra com boa música, e, esses novos atores e atrizes que dá vergonha de vê-los atuando.

Vão trabalhar, caçar o que fazer, obedecer e voltar o pensamento para Deus, agradecendo a vida, ter o que comer, onde morar, seu emprego, pare de seguir esse monte lixo humano.

Obvio! ainda existe bons cantores e compositores é só procurar que no youtube você  encontra, e, existem os que, só por estarem envelhecidos o povo os esqueceram, mas com certeza, foram eles que deixaram um legado e continuam sendo os melhores, dá vergonha ver como o povo e pequeno e  burro, só sabem dá valor ao que não presta, seja na musica, ou os bons atores, mas mesmo o povo, o mundo, tenha os esquecidos, os bons não morrem.

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

 

 

  

                VOCÊ TEM BOA MEMORIA?

Eu vou contar para vocês, graças a Deus, eu tenho uma memória! Eu fico triste, quando converso com alguns amigos que convivemos juntos na juventude, e, vivemos momentos incríveis, mas muitos, não lembra de quase nada, as vezes eu me pergunto; será que eu sonhei? Na verdade, são poucos que conviveram comigo e lembram de algo que fizemos, ou vivemos juntos.

Minha mãe, essa tem uma memória invejável, ela está com 97 anos, a última vez que nos vimos foi a quatro anos atrás, ela se lembrava de muita coisa, é incrível, hoje tudo que ela quer saber, fala para minhas irmãs, liga pra Joana Darc e pergunta, ela tem a mesma memoria que eu tinha, mas apesar de tudo, ela ainda lembra de muita coisa.

Se Deus me permitir, esse ano irei, segundo as minhas irmãs, mãe continua afiada, só que escutando e enxergando pouco, vocês devem estar se perguntando e porque você ficou tanto tempo sem ir, vê-la? Primeiro, fiquei muito mal da coluna, depois quando estava melhor a minha filha, que havia se casado a quatro anos, ela engravidou, como ela trabalha desde catorze anos,  me perguntou se eu olharia a criança depois que ela voltasse a trabalhar, por amor e como jamais deixaria que outra pessoa olhasse, não tinha como  ir, mas agora meu  neto com três anos, eu posso ir mais tranquila.

Se melhorei da coluna? Não, mas vou assim mesmo, como olho meu neto poucos horas, eu dou conta, mas para andar é com dificuldade, a minha mãe, na idade que eu tenho hoje, aliás, ela fez 73 anos aqui em casa nos visitar, daí, viajou para Rio de Janeiro, visitar uma irmã, em seguida, BH visitar meu irmão, daí Brasília, no ano seguinte, ela teve um AVC, e a vinte e quatro anos, está numa cama, é bem cuidada, tem boa memória, ama viver assim mesmo, eu na mesma idade, ando com dificuldade, problemas nas articulações, vou falar, são dores insuportáveis, mas vou sim ver minha mãe, se Deus quiser, mesmo com certas limitações.

Graças a Deus, esse ano choveu muito no Norte e Norteaste, principalmente no sertão, então vou encontrar nosso Nordeste, inclusive, a cidade de Itapetim, no estado de Pernambuco, com muito verde, e onde, alguns dos meus irmãos continuam morando, outros no Recife Capital, tenho tios, primos e muitos amigos, vou não só matar as saudades  de onde nasci, como de onde saí jovem e o meu coração bate forte.

Meu pai e duas irmãs, já voltaram aos braços do pai eterno, a vida é um enigma, seria maravilhoso se todos tivéssemos uma visão de como seria nosso futuro, quem sabe assim, nós pudéssemos nos cuidar melhor, risos, mas temos que ser gratas a Deus por tudo, até por nossos problemas, se vivêssemos só coisas boas, talvez não déssemos tanto valor a Deus, ter nos dados a vida.

Pois é, nascemos num estado, pelas circunstâncias, ou destinos saímos da nossa terra em busca de novas oportunidades,  mas vamos levando e deixando muitos saudades, é vida que segue, mas por onde passamos até encontrar nosso porto seguro, fazemos novos amigos, e mais uma vez, partimos, levando e deixando  saudades,  por fim,  formamos nossa família, para muitos, como  aconteceu  comigo, eu perdi, duas pessoas muito importantes, cheguei  acreditar que morreria junto, mas Deus, me segurou forte sem Deus na minha vida, eu nem imagino como seria, Deus, esteve e está comigo em tudo que faço, com Deus, eu posso contar, hoje e sempre.

 Essa é a roda da vida, sofremos, caímos, nos levantamos, porque se  nos desanimar será o fim, portanto, temos que seguir em frente, forte, com determinação, sabedoria e  esperanças de dias melhores, obvio, sem deixar de acreditar, que com você existe essa força chamada Deus.

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.