EU RESPIRO MUSICA.
Eu bem que poderia ter sido cantora, mas cadê a voz? Mas sempre gostei
de cantar, aliás vivia cantando, hoje muita gente que me segue no face book, obvio,
quem morou em Iapetim Pernambuco, alguns dizem, eu lembro muito de você, mas
correndo e cantando, risos.
Era verdade, eu adorava correr e sempre gostei de cantar, os meus
filhos; hoje me dizem, nós somos gratos, porque crescemos com a senhora cantando
músicas popular, rock romântico, enfim só música boa, com a senhora aprendemos
a gostar de música boa, amo música internacional, uma ate hoje gosto, Rock and
Roll Lullaby, com BJ Thomas, Papai me presentou com compacto, então eu me
senti, ai alguém quebrou, chorei muito, mas por ter sido presente do meu pai.
Ultimamente estou seguindo um cantor português nascido na angola, eu
estou amando suas músicas, ele canta todos os estilos e ritmos, como dançante,
românticas, alegres, enfim ele é muito bom.
Mas continuo escutando Roberto, Benito, the Fevers, os incríveis, Osvaldo
Montenegro, enfim amo músicas dos anos 70 até 90, e internacionais sempre, agora
o que não me entra é sertanejo, e, essa porcaria que se faz hoje, a maioria só
tem refrão, é feio pra cachorro.
Mas quando jovem, era viciada, em todos as músicas, nossa, na verdade,
não tinha um cantor daquela época que eu não gostasse, eu tinha uma facilidade
para aprender a letra.
As vezes ficava horas, dias até semana tentando escrever a música pelo
o rádio, isso quando um filho de Deus pedia a abençoada música, aí quando um
senhor dono de um bar que ficava no centro da cidade, seis horas ligava o som em todas as alturas, era uma maravilha. (para
os jovens claro.)
O bar ficava quase em frente a nossa humilde casinha, a casa só por
Deus, mas tudo o que acontecia no centro da cidade éramos os primeiros a
assistir de camarote, fosse festas, brigas, som alto, era uma festa todos os
dias.
Apesar de vivermos uma vida muito difícil por conta das dificuldades,
como todos jovens, eu, pelo um menos, era alegre e feliz, na época a nossa diversão
era a praça principal, namorar era nos bancos, obvio eu sempre procurava os
mais escurinhos risos.
Sabem da melhor, eu nunca sentava no mesmo banco com o próximo
namorado, eu vou contar minha gente, eu vivi intensamente e tudo no meu
momento, adorava fazer amizades, tinha muito amigos do sexo oposto, na verdade,
era bem popular e divertida, perto de mim, só ficava sem rir surdo, ria de
tudo, um dia estava bem seria, eu e minha prima, irmã de alma e coração, a Cida,
então um cara que nunca eu tinha visto nos chamou, fomos meio sem entender
nada, ai falamos o que você quer? E ele fazer uma pergunta, faz, vem cá vocês
estão doentes? Claro que não, porque? É a primeira vez na vida que vejo vocês
duas serias, pra que? Foi muito gargalhada.
Essa foi eu, feliz mesmo me faltando até o essencial, doce juventude e
quando se sabe viver e os pais confiam, devemos agradecer não fazendo coisas
erradas.
Hoje, é tudo tão diferente, não existe inocência, conversa saudável e
nem nas praças os jovens sentam mais, não me refiro as cidades grandes, que
essas, eu acho que nunca existiu esse costume, falo em cidade pequena, todas as
vezes que visito Itapetim Pernambuco, fico na varanda da casa da minha mãe, eu
me entristeço, agora são três praças lindas, mas não tem um filho de Deus
sentado nas praças, e se tem é fumando sabes lá o que, ou vendo celular.
Nem bailes como antes tem, nas festas do padroeiro da cidade, é tanta
gente, um som tão alto, que se você não for surdo, ensurdece.
Ai de você, de certa idade, resolve dá uma voltinha na cidade,
os jovens te atropelam sem dó nem piedade.
Bom, infelizmente tudo mudou, que lastima e pra pior, bailes
em clubes, eu nem sei se ainda existe, ao invés, de com o progresso e todas as
modernidades, o mundo e o povo tivessem mudado para melhor, eita seria
maravilhoso, ao contrário, só desgraça, maldade, gente matando e se matando, a
droga liderando enfim (Deus nos acuda)
Joana Darc N de Araújo A Ferreira.
Nenhum comentário:
Postar um comentário