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domingo, 6 de agosto de 2023

NAMORAR? HÁ! EU NAMOREI.

 

Gente! Eu namorei bastante, só que no nosso tempo, risos, era namorado mesmo, mas tive uns quatro especiais, foram. Pelo um menos na época, poie é, e como todo jovem acreditava ser o amor eterno, e não, mas ao voltar para Itapetim, em 1973, eu conheci com certeza, o meu primeiro amor, nosso namoro durou uns três anos, eu namorava outros caras, ele outras garotas, mas sempre voltávamos, mas graças a Deus o esqueci, com o meu segundo amor, amém, esse mais velho que eu uns dez anos, isso em 74, acabou por minha culpa, ou não era pra ser, claro.

Depois veio o que futuramente seria meu marido, ele de Itapetim, e apesar de termos  ficado em Itapetim em 71, eu nunca o tinha visto, mas quando eu voltei para Itapetim em 73, ele já tinha ido para são Paulo, mas em 75, o meu futuro marido foi passear em Itapetim, e então nos conhecemos, eu e minhas amigas fizemos uma aposta para ver quem ficava com ele, e mesmo ele estando namorando, eu não pensei duas vezes, o roubei da garota que por sinal era minha prima, essa garota, me esculachou, gritando falou; ela rouba namorado de todas, mas ele só respondeu roubou mais um, vou ficar com ela, mas como ele estava de férias, só ficou uns quinze dias em Itapetim, e sempre comigo.

Logo que ele foi embora, tinha um cunhado do meu primo Luís da penha, que desde que nos conhecemos brigávamos, foi ódio à primeira vista, ele me chamava de feia, e quando eu lavava os cabelos ele dizia; de cabelos molhados é pior, e do nada começou me chamar pelo o nome de uma mulher de vida fácil que tinha em Itapetim, e eu de pirraça o chamava de bicha, aquilo me incomodava, um dia discutimos, fiquei fora de mim e não é que o esbofeteei, depois desse episódio, eu  resolvi ter uma conversa séria com ele, perguntei; você não gosta de mim né?

E ele cínico que só respondeu não, muito menos eu de você meu querido, portanto não somos crianças, então não fale comigo, da minha parte vou fazer de conta que você nunca existiu, e assim fizemos, mas depois que namorei o Crisanto (Guego) e depois que Guego foi embora, eu fazia corações na frente de casa na calçada, e ele apagava, eu fingia que não via, dois meses depois que Guego tinha ido embora, nossa diversão era arrodear (Passear na praça)  uma noite, ao passar no banco onde ele estava, do nada, ele me chamou do nome da mulher de vida fácil, me deu tanta raiva, eu sentei no banco depois do dele e chorei de ódio, o abençoado vinha, ele não era feio, quando foi passado no banco eu gritei, Gay, Bicha enrustida, desgraçado, eu vou te matar e fui pra cima dele, mas não é que ele me beijou, foi incrível,  e o ódio virou paixão, amor não.

Eu perguntei e por que a implicância comigo, não deu pra entender? Eu sempre gostei de você e como você é muita namoradeira e nem via, eu preferi te sacanear, mandei terminar com o Guego e ficamos namorado, mas como eu sabia que são Paulo seria meu destino, e ele não quis ir numa última festa que eu passaria em Itapatim, terminamos, e lá fiquei com um cara, coisas da juventude, eu queria sim aproveitar meus últimos dias em Itapetim, mas o destino, o meu grande amor estava em São Paulo.

 E em janeiro de 1976, vim para Minas Gerais, aonde papai estava trabalhando, depois Rio de Janeiro, e finalmente São Paulo, aonde reencontrei o Guego namoramos quatro anos, e nos casamos.

Mas como Deus dá a vida, com certeza um dia vem nos buscar, e com apenas catorze de anos de casados veio, o buscar de volta, mas não fiquei sozinha, Deus nos presenteou com três bençãos, e por eles que eu fiquei de pé, lutei e sobrevivi, esse ano vai  faz trinta anos que Deus o levou, minhas bençãos são dois homens e uma mulher, de caráter, íntegros, honestos, bons filhos e que souberam agradecer a Deus a vida, estudaram, vivem com dignidade, sabedoria me amam tanto quando os amo, hoje cada qual com seu par, dois netos lindos, e eu? Agradecida a Deus por tudo.  

Ao me deitar e ao levantar, eu agradeço a Deus pela nossa vida, moradia, o pão de cada dia que nunca nos faltou, pela saúde, paz, e pelas três pessoas da santíssima Trindade, pai filho e espírito santo e a virgem Maria, e nossos anjos dá guarda está sempre conosco.

Obrigado Deus por tudo amém.

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

O MEU PENSAMENTO VOA.

 

Às vezes eu me pego pensando no meu passado, aliás sempre, e ao me lembrar de tudo que vivi desde que eu me entendo por gente me surpreendo, não só pelo sofrimento, pobreza, escassez de tudo, as perdas, eu lembro que aos dez anos tive minha primeira perda, um irmão de nove meses no qual eu era muita apegada. Na verdade, foram tantas dificuldades, mas apesar de tudo eu nunca desanimava, eu sabia, mesmo sem entender que existia uma força dentro de mim, e não é que eu falava com alguém imaginário, isso ou em baixo de um pé de algodão, ou em cima de uma enorme pedra que tinha no Terreiro da nossa casa no sitio (Quintal.

Depois escutando os mais velhos falar de Deus, as vezes indo à missa e me preparando para primeira comunhão aos dez anos, eu entendi, eu conversava com Deus, e no decorrer dos anos, ao perder meu marido e uma filha do coração, eu percebi que desde criança, Deus esteve ao meu lado me dando força e me ensinado como deveria agir em momentos tão difíceis. Meus amigos, tristes de quem não acredita, tem fé e crer em Deus, infelizmente sem Deus, eu não era ninguém.

Uma coisa eu lembro, sempre perguntava a Deus se o mundo era só ali no nosso sitio, e ao subir nessa pedra enorme eu me perguntava o que será que existe onde me vista não pode ver, mas era feliz, simplesmente porque eu não conhecia outra vida, mas no fundo eu acreditava em algo diferente, mesmo com minha pouca idade.

E aos dezessete anos, já não estava mais morando do sitio, e sim na cidade, mas na primeira oportunidade que eu tive saí da cidade de Itapetim, foi uma experiência única e maravilhosa, onde eu aprendi que o mundo não se resumia só aquela região do sertão nordestino.

E vim para onde? São Paulo, e mesmo não ficando no melhor bairro, nem perto do centro de São Paulo, eu vivi momentos maravilhosos, e o que mais eu amava era andar de ônibus, achava incrível, era como se eu tivesse vivendo duas vidas, minha tia me levava ao centro de Guarulhos, Penha, Tatuapé, entre tantos, e quando ia pro centro de São Paulo, era como está dentro de um sonho.

 E quando eu voltei a Itapetim um ano e cinco meses depois, eu me sentia um peixe fora d’água, dez meses depois estava de volta a são Paulo, mas antes fui conhecer o Rio de janeiro.

Um ano e quatro meses de novo, de volta a minha cidade, e nesse período, agora com dezenove anos, no fundo eu sabia, não quero ficar aqui, mas vou viver essa nova faze antes dos vinte e um anos com tudo que tiver direito, então namorei muito, passeie, fui curtir minhas primas e amigas, não perdia uma festa, excussões, ria muito, levava tudo na brincadeira, não deixava a peteca cair, e comigo era, bateu levou.

Eu não sei por ter passado esse tempo fora de Itapetim, eu me achava, ou era as pessoas que achavam, risos. Eu sei que vivi momentos únicos. Sofri por amor, fiz pessoas sofrerem, roubei namorados, mas nunca briguei, as minhas adversaria chifradas que dizia o bicho comigo, obvio eu fingia não ser comigo, às vezes eu só respondia; o que vem de baixo não me atinge.

As minhas melhores amigas sempre foram minhas primas, mas tive três amigos homens muito queridos, Jarbas, Marcos e o Gil.

 Quanto as minhas primas e amigas até hoje somos amigas, obvio tive muitas amigas que não eram primas, e tive uma muito especial em Guarulhos, uma garota tímida, simpática e boa gente, como sinto saudades dela, mas ela foi morar no céu á treze anos.

 Graça a Deus, sou fácil de fazer amizade, mas existe um, porém, se eu olhar nos olhos de alguém e não sentir confiança, saí de baixo, e dificilmente erro, agora existem alguns, tanto amigos, como namorados que foram especiais.

 Mas quando eu decidi que Itapetim, não seria mesmo onde eu queria viver pensei bastante, e o que fiz? Resolvi viver com sabedoria, mas intensidade, e até hoje ao me lembrar sinto saudades, paz, felicidade alegria e realização, porque vivi tudo no meu tempo, e mesmo muitos acreditando que quem vive do passado é museu, com honestidade, ao contrário feliz de você, eu e quem tem um passado para se lembrar e saber que foi feliz, realmente, eu me sinto privilegiada por Deus ter me deixado viver e hoje poder contar como fui abençoada mesmo sendo pobre. Ate a próxima, tem mais.

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

ONDE FICA O AMOR AO PROXIMO.

 

Diplomas, é muito engraçado você acreditar por que tem um diploma é o melhor, as vezes fez uma faculdade com tanto sacrifício, vem de família humilde, e quando está ainda estudando diz, há quando eu me formar vou ajudar, fazer assim, assado.

Se forma, no início é todo sorriso, bondade, gentil, seja na medicina ou odontologia etc. Mas é passar dois anos, a pessoa muda, tem alguns nessas arias que o dinheiro vem sempre em primeiro lugar, tem mais, pode ver alguém morrendo no seu consultório, mas se o dinheiro não vier na frente a pessoa morre à mingua, Deus poderia entrar na cabeça dessas pessoas, por amor, solidariedade e humanidade, e fazer com que todos entendessem que daqui nada se leva só suas boas ações. Pode pagar, não pode, então vamos fazer o bem sem pensar só em lucros.

Dentista da mesma forma, exploram e como! Essa é a razão nos quais, nos dias de hoje em pleno século vinte e um, ainda existem tantos desdentados, na nossa época além de burros, nem sei se estudavam, você ia a um dentista com uma dor de dente por conta de uma cárie, infelizmente  saia de lá desdentado.

Era um monte de carniceiro, hoje ao contrário, bando de egoísta, exploradores e desumanos.

Mas uma coisa é certa, a conta vem, tudo tem volta, não pense que ao tirar vantagem em tudo você crescerá, não meus amores, aqui se faz aqui se paga.

Todos. Tenham amor a profissão, não destruía sonhos, der uma chance a vida e ao sorriso, mas sem passar dos limites.

Pode ser que você ganhe fácil explorando os humildes, tirando o máximo que pode de quem já nada tem, ou mesmo você acreditando que eles têm, um dia a conta chega, você jamais será feliz e terá paz de espirito agindo com ambição e egoísmo.

Juro! Sempre que alguém faz algo comigo que eu vejo que ali existe mentira, falta de ética e respeito, eu não fico com raiva, ao contrário tenho pena, porque ao fazer o mal essa pessoa está plantando e fazendo sua cama para o futuro.

Como alguém pode ser feliz com atitudes desumanas, falta de amor a Deus e ao próximo.

Por isso o mundo se transformou nesse caos, quem pode nada faz, pode ver alguém se afogando que o empurra mais rápido para o precipício. Dinheiro é bom demais, mas muito, deixa a maioria dos humanos perdido em seu mundo egoísta.

Gente! Olhem ao seu redor, existem muita gente pedindo socorro em todos os sentidos, vamos nos humanizar e se solidarizar por quem não teve chance em nada. Ajuda ao doente viver e voltar a vida e o desdentado a sorrir.

 Em todas as arias, seja de saúde em geral e bucal, estimule o próximo a se amar novamente.

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

domingo, 2 de julho de 2023

FANATISMO.

 

FANATISMO.

Seja você evangélico ou católico, mas pelo o amor de Deus, tenha moderação, cautela e amor ao próximo, seja ele da sua, ou não religião, dói quando vemos pessoas que acredita que porque frequenta uma igreja diariamente, ler a bíblia, esse ser (Ele)a jura que sabe a verdade sobre todos os assuntos que se refere a Deus, essa pessoa na minha opinião é um doente.

Por exemplo; quem vai por céu, quem está no inferno, é tão louco que sabe sobre a vida e a morte, e quem vai e quem não vi ser salvo. Obvio! Jura que sabe do que Deus gosta ou não.

Alguns mais alucinados, na cabeça deles o homossexualismo por exemplo é coisa do satanás, dá medo de escutar alguns falando, os mais preconceituosos têm o desplante de dizer que o homossexualismo é a maldição do mundo será?

Eu acredito que os pais, nunca se acostumarão com a opção sexual dos filhos, mas daí dizer que é uma maldição é um pouco pesado. Graças a Deus os meus filhos gostam de sexo oposto, mas se algum fosse gay, eu jamais iria despreza-lo ou o abandonar, ao contrário daria o meu melhor.

Agora sem sombra de dúvida, você ter um filho, assassino, Bandido, Traficante, pedófilo
ou um filho político e ladrão aí sim é uma maldição.

Eu sinto muita pena desses pais, que tem um filho desses citados, no caso, os pais quando sabem que seu filho foi assassinado é uma dor sem tamanha, mas acredito que um filho, por um desses crimes aí em cima sofre dobrado.

O julgamento só cabe a Deus, Deus sim é único e todo poderoso, o nosso rei do universo. Portanto vamos crescer espiritualmente, não julguem, não critiquem seja sutil, e se você se acha Deus e que sabe de todas as coisas guarde para você, não queira ser melhor nem mudar ninguém.

Saiba que o que sai da sua boca sem pensar, com certeza é a maldição.

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

sábado, 17 de junho de 2023

EU E MINHAS TRAVESSURAS.

 

De todos lá em casa, eu fui sempre a mais animada, pra cima, eu sempre tinha uma resposta na ponta da língua, de todas as irmãs, quem mais namorou, primeiro eu, depois Maysa e Laura, eu acredito que era pela minha simpatia, bonita eu não era, mas os cabelos era bonito, tinha uma bundinha  e pernas grossas, mas odiava vestido, só vivia de calça comprida, agora as blusas! Sempre de costa de fora, os cabelos cobriam risos. Eu tinha facilidade para me comunicar e namorar, e isso deixava muita gente com raiva de mim.

Pois é, se alguém dissesse algo que não me agradava a resposta vinha rápido, um certo dia veio um moço visitar uns primos, a vizinha era minha prima por parte de pai, e ele parte da mãe, e como ela era sozinha e solteirona, ele me pediu para ficar com ele e mostrar a praça, o único ponto de encontro dos jovens, quando eu vi o cara levei um susto, o coitado tinha nascido prejudicado, mas parecia um rato grande.

  Então junto com minha prima irmã, e já sabendo da bondade de muitos, pensei vamos sentar aqui nesse banco para ver se não somos vistas, mas a assombração, não satisfeita em só nos assustar, sem contar que quando abria a boca parecia sair bosta da mesma, como ele insistiu muito, lá fomos nós darmos uma volta na praça, meu Deus! Ao passar numa turma de conhecido, um gritou vala, minha nossa senhora, abriram as portas do cemitério, eu pensei; é desaforo, afinal o cara estava comigo, eu respondi; com certeza meu amigo, infelizmente do mesmo buraco que ele saiu, tu viesses primeiro, por que desculpa, você meu amigo, não pode rir dele, você é pior mil vezes, em feiura e olha o teu tamanho ver se enxerga, a turma gritando tá ir besta podia ter dormindo sem essa.

Outra minha, fomos a uma festa no colégio, o mesmo ficava no centro da cidade, quase em frente a nossa casa, e como Socorro adorava me encher a paciência, eu quis dá o troco, eu sabia que ela tinha extraído(arrancado) uma unha, aí vi a figura, parei perto dela e perguntei; tu és feia assim mesmo ou estais no avesso? Pra variar ela estava quase chorando, e ela, bicha nojenta, tu não sabes que tirei essa unha hoje? Pois, não é?  E por que diabo viesse ao baile, Deus queira que apareça alguém e pise forte para arrancar os restos das tuas unhas coisa feia, vai pra casa feiura, para de assustar os outros.

O traste foi, mas uns cinco minutos depois voltou rindo, falou; papai disse que era para você ir embora.

Eu acreditando ser fofoca da bicha, rindo falei, leva e traz, avisa lá que eu não vou, mas ne que ela foi, mas fui prefinir as minhas irmãs, a bicha voltou, e falou, papai disse que é melhor você ir, e eu muito abusada, acreditando ser lorota dela falei; volta lá pau mandado e fala se ele for homem venha me buscar.

E fiquei na varanda do colégio olhando, mas ne que era verdade, fui chamar as minhas irmãs descemos, e fomos ao encontro do papai, bravo e culpando pobre de mãe por tudo eu de bico fechado nem respirava risos.

Mas eu também amava enganar o meu avô, como éramos seis netas, moças e adultas, ele nunca sabia quem era quem, mas Laura era branquinha como eu, e tinha cabelo cumpridos, não tanto quanto os meus, e um dia fui na cidade onde ele tinha outra família, eu era amiga da minha tia mais velha, ele amou por ter entrado na casa da sua outa família,  conversou muito comigo, ele me achava parecida com Fafá de Belém, o rosto, nesse dia ao me despedir dele, acho que deu um branco no coitado, então como Laura trabalhava com ele no cartório, foi falando o que ela deveria fazer quando voltasse a trabalhar, eu perguntei terminou? Sim, então vá para Itapetim e fale pra pessoa certa eu sou Joana Darc, ficou uma arrara, quase teve um ataque de fúria.

Já em Itapetim, em outra ocasião, o encontrei com dois óculos, estava na cara porque, mas a bondade minha falou mais alto, perguntei; e aí Papainho, era assim que ele fazia questão que nós os netos o chamassem, endoidou de vez? Que moda é essa?  Com dois óculos, com maior paciência foi me explicar o obvio, cada um tinha uma lenta. Risos.

Outra do meu avozinho, minha tia ia pro Recife, e bem na hora, ela não encontrava a chave da casa, gritou; corre lá papai e pede o motorista para me esperar, ela imaginou que ele ia pelos os fundos já que tinha outra saída, ao contrário, o pobre velho desorientado, resolveu pular a janela, aconteceu o obvio, se esborrachou no chão quebrando a dentadura, coitado, mal enfiou a bicha na boca, caiu novamente, aí a bicha quebrou em três pedaços, ele a enfiou no bolso e conseguiu fazer com que o motorista esperasse minha tia,  voltou falando fofo, mas parei o ônibus, isso quem nos contou foi uma vizinha fofoqueira que sofria de insônia, e vivia nas portas olhando a vida alheia. Tantas histórias, lembranças, passagens maravilhosas que tivemos, e hoje, feliz de quem está vivo e consegue se lembrar desses momentos inesquecíveis, e que nos fazia rir com tão pouco. Hoje mal vemos gargalhadas verdadeiras, todos no seu mundo, conectados, que quando os amigos se encontram não consegue se comunicar, a não ser através das redes sociais.  Que Deus abençoe cada um de vocês, jovens tente sorrir mais, se divertir, a vida é curta e os jovens de hoje estão morrendo cedo demais, por falta de diálogo, comunicação e principalmente amor entre a família e irmãos.  

 Joana Darc Nunes De Araújo Alves Ferreira.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

IRMÃOS PARTE 2


 

Laurizete, (Laura) ela sempre trabalhou, antes no sindicato, e depois foi para o cartório do nosso avô, muito bonita, vaidosa, e muitas vezes metida, nas festas nem chegava perto da gente, namorava muito, mas seu grande amor, o Djaci, ele do Recife, e como o irmão era promotor em nossa cidade, Itapetim Pernambuco, ele veio passar as férias com o irmão e se encantou por Laura, então qualquer feriado prolongado ou férias, estava ele em nossa cidade.

Em agosto de 1974, 1975 a nossa mãe, ela foi ficar com nosso pai em Minas gerais, era onde ele estava trabalhando, então, eu além de tomar conta do dinheiro, das compras, tinha que ser responsável pelos os irmãos mais novos, mas sempre tinha confusão, alguns diziam que eu só comprava roupas para mim risos, era um Deus nos acuda.

O Jorge, esse era terrível, ele nunca aprendeu nem quis falar corretamente, era sem educação para tudo, principalmente para comer, quando ia tomar agua, café ou uma sopa, fazia um barulho mais parecia um porco comendo, e como o namoro de Laura com Djaci durou muito, muitas vezes ele vinha jantar em casa, a nossa situação era um pouco melhor, então uma noite eu fiz uma sopa, e  não é que o Djaci resolveu seguir Jorge na falta de modos, eu já estressada, porque ele já não saia lá de casa, e mesmo durante o dia, e Laura trabalhando, ele não nos dava paz.

Nesse dia eu estourei e gritei com muita raiva; quer dizer que o camarada agora resolveu chupar a sopa? E ao invés de comer como gente normal o senhor resolveu esculhambar de vez, e ele, eu só queria agradar e comer como o Jorge. Que bonito! O senhor está de parabéns, aprendeu muito bem o que não presta, até melhor que seu professor de falta de educação, agora quando voltar para o Recife, a sua mãe faz uma sopa e você faz o mesmo, sua mãe vai querer entender por que a falta de modos, aí você responde, há mãe! Sabe o que é, eu namoro uma menina, e ela tem um irmão que mais parece um porco comendo, e eu aprendi com ele.

 Coisa feia Djaci, por que você não ensina o cavalo aqui comer, era bem mais fácil e bonito.

Depois eu não aquentei e rimos muito, e ele aprendeu a lição, Jorge, mas parecia uma mistura de porco com cavalo, nos fazia tanta raiva e vergonha, quase todo dia a professora vinha trazer o cavalo magro em casa, a coitada quase chorando, mas em respeito a mãe, não expulsaram da escola, o pior, era sempre a mesma professora porque ele nunca passava de ano, até que não aguentando mais a praga, pedi que por caridade para papai o levasse para Minas, logo que ele fez dezoito anos.

Maysa linda, e quando mãe a deixou comigo ela tinha onze anos, então eu além de cuidar dela, levava, ela aonde ia, acho que quando eu voltei para são Paulo ela já estava com uns 14 anos, junto com mãe foram Marcos e Maria Helena, esses além de não ter apelido, era muto amados por serem os casula.

Tereza e Deta casadas, Socorro e Ceia, as duas sempre foram muito unida, principalmente para fazer raiva e me torrar a paciência, para completar o ódio delas por mim, uma prima que sempre nos demos bem, veio ficar um tempo lá em casa, mas como implicavam com essa prima, e botava até nossa avô paterna e tias contra tudo que eu fazia, segundo elas eu sustentava a minha prima de cigarro e roupa, mas obvio! Eu ajudava e comprava algumas coisas para ela, mas com o consentimento de papai, meu pai gostava muito dela, e da sua mãe que eram primos legítimos.

As duas só vivia olhando a vida dos outros, e como não tinha vida, preferia infernizar todo mundo, fazia intrigas e me deixavam doida, risos, mas graças a Deus, 1975 Ceia foi para Brasília, e socorro namorando e trabalhando me um pouco de paz.

Mas a vida com muito irmãos, pouco recursos, e mãe sempre viajando, porque essa não era a primeira vez que mãe ficava uns tempo onde papai estava trabalhando, então a nossa vida jamais teria de ser diferente, ainda assim, mesmo com brigas e confusões, nos entendíamos, e passava horas conversando, sorrindo, doce juventude, e com certeza tivemos bons momentos e hoje boas lembranças, sinto falta de todos até das brigas, eu e Deamo, fomos os únicos que resolvemos viver em outro estado, eu são Paulo, e Deamo Minas. Eu agradeço a Deus por tudo, Deus sempre esteve e está comigo me acompanhando e cuidando de mim e hoje da minha família.

 O Mais importante, nos tornamos filhos e pessoas do bem, nunca decepcionamos nossos pais, papai faleceu com 89 anos, e mãe, viva até hoje, esse ano fará 95 anos, é lucida, conta muita história e ama a vida. Isso a vinte e dois anos numa cadeira de rodas por conta de um AVC.

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.

sexta-feira, 2 de junho de 2023

IRMÃOS PARTE 1

              

Papai e Mãe, trabalharam muito, e como gostava de fazer filhos, total treze, morreram dois ainda bebê, sobreviveram onze, muita confusão, brigas, cacetadas e risadas.

 No início quando víamos do sitio, isso em outubro de 1968, foi difícil, no início papai alugou uma casa, mas eu, Deamo, socorro e ceia, ficávamos do sitio para cidade por conta dos animais. Ficamos pouco tempo nessa casa.  Uns três meses depois mudamos, a casa dos nosso avós era muito precária, tinha só dois quartos, mas graças a Deus, com sacrifício nossa mãe, aos poucos foi comprando algumas coisas, logo que nos mudamos para cidade, a minha irmã Bernadete veio morar com agente, e como ela trabalhava, comprou um guarda roupa para o quarto de mãe, e duas camas de solteiro para o segundo quarto,  mãe tinha trazido do sitio uma cama com colchão de palha de capim, que coceira  dava o abençoado, os outros colchões eu não lembro do que era,  e como no nosso quarto não cabia guarda roupa além das camas, mãe trouxe do sitio uns baús do tempo do ronco para guardar nossas poucas roupas, mas ai, mãe comprou outro guarda roupa e uma cômoda grande e colocou no corredor, com certeza alguns dos meus irmãos ainda dormiam em redes.

1971, assim que eu voltei de São Paulo, Deta comprou um jogo de sofá usado, quer dizer, além das cadeiras do sitio tinha o sofá, depois Deta junto com mãe comprou mais cadeiras, fogão, mas cozinhávamos mais no fogão de carvão.

 Deta namorando, eu continuava impossível que não deixava ninguém em paz, o namorado de Deta, motorista do estado, e apesar de muito bonito, e a mulherada toda o querendo a escolhida foi minha irmã, mas o cara era caipira que só, ele era de Tabira, e morava na única pensão que tinha em Itapetim, na época se usava muito um pano chamado volta ao mundo, e o camarada só tinha duas camisas, uma azul e outra amarela.

Era eu ver a figura vindo gritava Deta! Hoje é volta ao mundo Azul, dia seguinte minha filha! Corre hoje ele mudou vem com a amarela, o amor venceu, e assim mesmo minha pobre irmã casou com dezenove anos, nos lacando de vez. Ainda em 1971, Ceia arranjou um namorado, e pelo mesmo motivo, duas camisas, Ceia não quis o dito cujo, aí namorou um cara muito branco, mas parecia albino, o mesmo era filho do promotor de Itapetim, essa família não era da nossa cidade, e mais uma vez o pai foi transferido, um mês depois o carinha apaixonado veio visitar ceia.

Foi um Deus nos acuda, ainda bem que eu estava em casa na época, então, lá foi eu a luto na casa das tias ricas, fazer o que? Atrás de algo para fazer um almoço para o infeliz, mãe quase pirando na batatinha, a nossa situação estava periclitante. O Cara de pau feliz por ter sido bem recebido, bucho cheio sem saber a luta que foi, um mês depois me chega à besta fubana.

Porém nesse dia a doce namorada deu a gota, botou pra chorar, ela sempre teve o choro frouxo, e geralmente acontecia quando não queria ajudar nas tarefas de casa, aí deitava, aja chorar e assoar o nariz deixando o quarto encerado de catarro, e quando ela viu a besta fubana chegar, deitou na cama e fez aquele drama.

Ela dizia; eu não quero ver esse bicho, vai lá e fala pra ele que não quero mais namorar ele, eu com o maior prazer fui a linda sala e falei; meu filho surdo acho que você não é, mas não custa repetir, o namoro acabou pode ir embora, porque ela era muito escandalosa, era quase gritando, eu abrir o resto de porta da bela sala e falei xau meu fio, e até nunca mais.

Depois fomos rir, pela cena e de felicidade, porque não tinha comida pro abençoado. Socorro essa teve alguns namorados, mas todos da cidade, um que me divertia muito, o mesmo era hilário, o coitado, falava tão errado que precisava de um dicionário para traduzir as besteiras que ele falava, antes do casório, o namorado e futuro marido de Deta, não sei porque, ele tinha que renovar a carta de motorista, e como os dois eram amigos, o namorado de socorro veio estudar junto.

E toda noite lá vinha a dupla de burros, para Deta com sua santa paciência tomar as lições, uma pergunta para cada, o de socorro dizia progunta (Pergunta) Bernadete essa eu sei, eu rachava de rir. Socorro ficava doida comigo, mas o coitado nunca acertava.

Socorro teve poucos namorados, daí se apaixonou pelo um cara muito bonzinho, eu particularmente gostava muito dele, e apesar de sermos amigos, eu adorava enlouquecer Socorro, ela era terrível, aliás, ela e ceia vivam para me atormentar  então, na véspera do casamento dela, eu resolvi infernizar a noite dela, e muita gente fina que era, dizia, eu como o padre, isso todos deitados, mãe, uma grande amiga e mãe da minha melhor amiga irmã, eu, sendo o padre perguntava; meu filho, você tem certeza que quer casar com essa figura? O cara a olhava como se pela primeira e respondia; seu padre não! O senhor acha que sou doído, e saia correndo da igreja, risadas, choro de socorro, quantas lembranças, mas se a vida que tivemos, com tanto sacrifício, nos faltando tanta coisa, não tivesse tido um pouco de humor, alegria e divertimento, mesmo com deboches, teríamos barrido(Enlouquecido) eu por exemplo, levava tudo na brincadeira, sofria, mas na rua, ria, brincava, contava piada, quem ficava comigo nunca sentia tedio, na verdade, até hoje riu e de mim mesma, não guardo magoa, nunca senti inveja, falava com todos, crianças, velhos e sempre estava disposta ajudar, porque a vida deve ser aproveitada com alegria, risos, meu nome sempre foi, e é felicidade bom humor e alto astral. Continua.

Joana Darc Nunes de Araújo Alves Ferreira.