POR QUE E PRA QUE?
Como já havia escrito por aqui, eu iria viajar para o Nordeste, fui e
já voltei, graças a Deus foi tudo maravilhoso, revi amigos, família e minha mãe
que mesmo aos 97 anos, apesar de enxergar pouco e escutar menos continua
lucida, me reconheceu e ficou feliz ao me ver,
a cidade que eu fui, fica no sertão, chama-se Itapetim Pernambuco, acho
que tem uns quinze mil habitantes, a cidade é linda, organizada e acolhedora.
Mas tem algo que me deixou
triste, até hoje não existe equipamentos necessário no hospital daquela cidade
encantadora, infelizmente se acontece algo muito grave, os doentes tem que
correr o risco de morrer mesmo antes de chegar à capital, ou a uma cidade
maior.
Deus abençoe que consigam fazer com que aquele hospital que existe, ele
seja abençoado e consigam fazer com que fique
mais equipado e possam sim, atender a população como eles merecem e precisam.
As festa juninas e principalmente a do padroeiro, São Pedro, são muito
bonita e organizada, mas como tudo, nada é perfeito, achei desnecessário e
falta de respeito os organizadores permitir barracas na frente das residências,
pois é, a minha mãe é cadeirante e ama ficar na varanda de casa olhando o
movimento, mesmo enxergando pouco é seu divertimento, mas infelizmente colocaram
uma barraca na frente da casa tampando seu único espaço, todo momento que ela saia,
questionava, será que não existe alguém para ver e entender que é um absurdo por barracas na porta dos
moradores?
Outra coisa, o som, esse é tão
alto que ninguém consegue falar, muito menos ouvir alguém falando, se você não
é surdo fica, o som é insuportável, os abençoados cantores? Quem disse que que
se escuta sua voz, é aquele som acabando com o mundo, na verdade, o único
cantor que eu por exemplo escutei, foi no show do cantor Flavio Leandro e sua
banda, além de se ouvir sua voz o som não é muito alto, agora no último dia,
com a tal calcinha preta, o telão ficou fora, na frente do palco sei lá o que
era aquilo, nem o palco se via, só aquele som estridentes enlouquecendo o povo,
se eu sai na rua? Nem se me pagasse, mas como minha família mora no centro, nem
dentro de casa podíamos conversar direito, fui no andar de cima ver a rua, era
tanta gente que mais parecia filme de zumbi, as pessoas ficavam andando em círculo, um
horror.
Gente! Vocês que organizam e faz tudo acontecer, me desculpe, mas o que seria para ser algo bonito se torna
bizarro, tudo tem limite, bom desde sempre as festas foram ali no centro, mas
alguém teria que tomar uma providência, com certeza o som deveria ser ajustado,
para que o povo pudesse escutar quem está cantando, ali com certeza é a treva.
Eu não moro lá, mas ali no centro, não só minha mãe, mas existe mais
pessoas de idade que sofre com o som descontrolado, quem sou eu? Alguém que
ficou indignada com os descaso e falta de sensibilidade com os habitantes de
idade que ainda vivem nessa linda cidade, e, os demais que gosta de festa, mas
sem tanto exagero e principalmente com
esse som que além de não se ouvir
nada, não se sabe o que estão cantando.
Bom, eu nem sei o que aquela gente estava vendo, porque escutando não
estava mesmo, o palco só se via por telepatia, só existia um telão muito ruim
para aquela imensidão de gente, com certeza deveria ter uns quatro e obvio, com
um som razoável.
Se estou escrevendo e falando não é por maldade, é simplesmente para que os organizadores no próximo ano e nas
próximas festa que ai existe, entendam o menos é mais.
Eu não sei se alguém em Itapatim Pernambuco vai ler, mas espero que sim
e tomem uma providência, antes de tudo não me leve a mal, essas festas tem tudo
pra serem perfeitas, e, para isso é só fazer algumas pequenas mudanças, que
Deus abençoe essa cidade linda, onde existem
pessoas maravilhosas e que sabe fazer boas festas.
Não moro ai, mas desejo o melhor e
que cada dia essa cidade seja mais abençoada com tudo que o povo merece,
principalmente que a saúde venha sempre em primeiro lugar, parabéns a todos.
Joana Darc N de Araújo A Ferreira.
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