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sexta-feira, 17 de julho de 2026

            POR QUE E PRA QUE?

 

Como já havia escrito por aqui, eu iria viajar para o Nordeste, fui e já voltei, graças a Deus foi tudo maravilhoso, revi amigos, família e minha mãe que mesmo aos 97 anos, apesar de enxergar pouco e escutar menos continua lucida, me reconheceu e ficou feliz ao me ver,  a cidade que eu fui, fica no sertão, chama-se Itapetim Pernambuco, acho que tem uns quinze mil habitantes, a cidade é linda, organizada e acolhedora.

 Mas tem algo que me deixou triste, até hoje não existe equipamentos necessário no hospital daquela cidade encantadora, infelizmente se acontece algo muito grave, os doentes tem que correr o risco de morrer mesmo antes de chegar à capital, ou a uma cidade maior.

Deus abençoe que consigam fazer com que aquele hospital que existe, ele seja abençoado e consigam fazer com  que fique mais equipado e possam sim, atender a população como eles merecem e precisam.

As festa juninas e principalmente a do padroeiro, São Pedro, são muito bonita e organizada, mas como tudo, nada é perfeito, achei desnecessário e falta de respeito os organizadores permitir barracas na frente das residências, pois é, a minha mãe é cadeirante e ama ficar na varanda de casa olhando o movimento, mesmo enxergando pouco é seu divertimento, mas infelizmente colocaram uma barraca na frente da casa tampando seu único espaço, todo momento que ela saia, questionava, será que não existe alguém para ver e entender  que é um absurdo por barracas na porta dos moradores?

 Outra coisa, o som, esse é tão alto que ninguém consegue falar, muito menos ouvir alguém falando, se você não é surdo fica, o som é insuportável, os abençoados cantores? Quem disse que que se escuta sua voz, é aquele som acabando com o mundo, na verdade, o único cantor que eu por exemplo escutei, foi no show do cantor Flavio Leandro e sua banda, além de se ouvir sua voz o som não é muito alto, agora no último dia, com a tal calcinha preta, o telão ficou fora, na frente do palco sei lá o que era aquilo, nem o palco se via, só aquele som estridentes enlouquecendo o povo, se eu sai na rua? Nem se me pagasse, mas como minha família mora no centro, nem dentro de casa podíamos conversar direito, fui no andar de cima ver a rua, era tanta gente que mais parecia filme de zumbi,  as pessoas ficavam andando em círculo, um horror.

Gente! Vocês que organizam e faz tudo acontecer, me desculpe, mas  o que seria para ser algo bonito se torna bizarro, tudo tem limite, bom desde sempre as festas foram ali no centro, mas alguém teria que tomar uma providência, com certeza o som deveria ser ajustado, para que o povo pudesse escutar quem está cantando, ali com certeza é a treva.

Eu não moro lá, mas ali no centro, não só minha mãe, mas existe mais pessoas de idade que sofre com o som descontrolado, quem sou eu? Alguém que ficou indignada com os descaso e falta de sensibilidade com os habitantes de idade que ainda vivem nessa linda cidade, e, os demais que gosta de festa, mas sem tanto exagero e principalmente com  esse som  que além de não se ouvir nada, não se sabe o que estão cantando.

Bom, eu nem sei o que aquela gente estava vendo, porque escutando não estava mesmo, o palco só se via por telepatia, só existia um telão muito ruim para aquela imensidão de gente, com certeza deveria ter uns quatro e obvio, com um som razoável.  

Se estou escrevendo e falando não é por maldade, é simplesmente  para que os organizadores no próximo ano e nas próximas festa que ai existe, entendam o menos é mais.

Eu não sei se alguém em Itapatim Pernambuco vai ler, mas espero que sim e tomem uma providência, antes de tudo não me leve a mal, essas festas tem tudo pra serem perfeitas, e, para isso é só fazer algumas pequenas mudanças, que Deus abençoe essa cidade linda, onde existem  pessoas maravilhosas e que sabe fazer boas festas.

Não moro ai, mas desejo o melhor e  que cada dia essa cidade seja mais abençoada com tudo que o povo merece, principalmente que a saúde venha sempre em primeiro lugar, parabéns a todos.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

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