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domingo, 12 de abril de 2026

 

       AMO FALAR DE COMO VIVI.

 

        Sabe porque eu gosto de escrever? Por que gosto, depois, amo falar como vivi, apesar das lutas, das dificuldades, eu fui muito feliz, não vou falar que quando, eu resolvi, que São Paulo seria onde eu queria viver pro resto da minha vida, eu esqueceria de onde vim, nasci e vivi, até dezesseis anos, num sitio no sertão de Pernambuco, mas desde, os treze anos, estudando na cidade, mas morando no sitio, foi uma luta, e como! Daí com minha família, nos mudamos para a cidade de Itapetim, Pernambuco,  mas fiquei só um ano, o meu destino, mudou, e vim para São Paulo, assim  como uma jovem indecisa, eu fiquei indo  e vindo até início de 1973.

Mas com certeza foi em Itapetim que vivi momentos incríveis, ia fazer vinte e um anos, quando resolvi ficar três anos seguidos em Itapetim, foi a melhor época, vivendo uma vida de alegria, festas, namoros e a melhor música, com bailes, e música ao vivo, com bandas, que não nos fazia querer ficar paradas.(os)

Na época existias os incríveis, the Fevers, que no Sudeste era as mais tocadas, mas essa banda tocava de tudo, e sendo dançante, então! Mas tinha duas que viraram inesquecíveis, pelo ou menos para mim, a banda abria o baile, com os milionários dos incríveis, e, fechava com Roberto Carlos com a música VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM, mas eles ficavam um bom tempo falando; ITAPETIM NÃO SERVE PRA MIM. Será que alguém que viveu comigo naquela época de ouro e bons momentos lembra dessa frase?

Agora tinha um bar, no centro da cidade, que tinha um som maravilhoso e todas as noites o dono ligava nas alturas, e, como eu, ele amava as músicas de Benito de Paula, eu aprendi todas as letras, mas se ele não gostava de outras? Sim, Roberto, Reginaldo Rossi, Júlio Inglesais, Demi Russ., vários da jovem guarda, mas no sábado e domingo, e nas férias, eram todos os dias, das seis as dez da noite.

Há! Mas tinha música nos finais de semana, direto do colégio onde estudávamos, o diretor colocou uma difusora, sabia que até música, um alguém oferecia a outro alguém, era uma barato. Com certeza quem viveu essa época, não sei se em todas regiões, estados, e, cidades, mas nós sim, da minha cidade chamada Itapetim Pernambuco, tivemos esse privilégio.

Como ficar passeando na praça, isso dando voltas, paquerando, na época (flertando) ou namorando sentado nos bancos da praça, e, ouvido músicas com letras maravilhosas, que nos fazia sonhar, chorar por alguém, ou mesmo rir, pra não chorar, contando piadas, nos divertindo, Obvio! já existia pessoas  maldosas e metidas  a besta, querendo como até hoje, ser o melhor, mas juro! Eu era tão animada, feliz, e uma coisa eu tinha certeza, apesar de amar Itapetim, eu sabia que só estava passando ali umas férias prolongadas,  então quem me incomodava, ou fingia não ver, ou fazia o mesmo, não olhava pra mim, e eu Kiko? Meu, passa, tempo, era dá boas gargalhadas, isso incomodava muita gente.  

Sem contar, morava no centro da cidade, na casa mais bonita, risos, brincadeira gente, era a mais feia, as janelas tinham tanto buraco que nem precisava abrir as portas pra ver a rua, mas era nossa, nunca tive vergonha de falar para  um namorado, aquela casa linda, pois é ali que eu moro.

Uma coisa que nunca fui, foi mentirosa, ria muito, até de mim mesma, mas tinha três amigas que  gostava muito, mas elas, uma era baixinha, outra nem lá nem cá, e tinha uma mais alta, então eu as chamava de MON AMUR, MEU BEM, MA FEMME, as vezes elas ficavam bravas, eu falava, gente! A vida é assim, vocês acham que alguém já não me colocaram vários apelidos liga não, depois é bonitinho e letra de música,  essa fui eu, divertida, alegre, mesmo com dificuldade fiz da minha vida o melhor, fiz muitos amigos (as) namorei muito, dancei, ri muito e fui sim feliz, por que Deus nunca me deixou sozinha, nos bons e maus momentos.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

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