ARVORE GENEALOGICA.
Por
acaso você já quis saber de onde veio sua família, quer dizer sua arvore
genealógica, como eu saí de Pernambuco muito jovem, obvio! E era alienada, eu só
fui me interessar e querer saber de onde viemos, há alguns anos atrás, então
como a minha mãe, apesar de doente por conta de um derrame cerebral, ela não
anda, mas felizmente sua memória é ótima, quando vou visita-la o que mais
fazemos é conversar, então eu quis saber dos meus bisavós, porque minha vó
materna apesar de branca ela tinha cabelos crespos, e algumas tias a mesma
coisa, como tinha alguns muito escuro (moreno) a mesma coisa aconteceu com nós,
os filhos, meus irmãos por exemplo, três apesar de olhos claros, o cabelo é
muito enrolados, como tenho uma irmã da cor bem escura com cabelo bem ruim.
Então
minha mãe me contou que meu bisavô era angolano, a meu bisavô não era albina,
mas segunda minha mãe, ela era branca sarará, daí nossa diferença.
Já
o meu avô paterno, descente de índio, então tudo ficou claro, os meus cabelos,
louros, mas muito liso, já outras irmãs apesar de ter cabelos lisos, eram meio grossos,
assim era toda nossa família materna.
Na verdade, a minha mãe não conheceu seus avôs maternos, já avó
paterna ela conheceu, segundo minha mãe, ela era muito brava, eu muito curiosa
quis saber mais sobre a história, só que minha mãe pouca sabia, só que meu
bisavô veio para o Brasil, não se sabe como, ele veio parar em Pernambuco, e
foi parar num sitio onde existia essa família sarará, e, segundo a minha mãe, o
meu tataravô muito preocupado com os filhos muitos brancos, ele havia prometido
a se mesmo, casar uma filha com alguém de cor escura, quando apareceu esse
angolano não me preguntem se por amor, sei que se casaram e tiveram 13 filhos.
O casal, outra coisa não, mas furdunçar sabiam, o meu bisavô
trouxe algum dinheiro, e, transformou o sitio num pequeno povoado com direito
até uma capela, pena que só fomos descobrir essa história tarde demais, um
primo de primeiro grau tentou desemedar o mistério, o mesmo mora no Maranhão,
mas infelizmente ele não teve progresso, então com muita tristeza jamais vamos
saber a fundo a nossa verdadeira história.
Talvez se quando a minha avó fosse viva, alguém tivesse se
interessado em saber da nossa história, hoje nós soubéssemos de alguma coisa,
uma das minhas irmãs também foi a esse sitio, mas a capela estava fechada,
segundo a minha irmã existia muitas casas, mas como o meu primo eles não
descobriram nada.
Por isso eu escrevi a história da minha vida e tudo que eu
sei, para se algum dia, os meus netos quiserem saber de onde eu vim, ler a história
e saber alguma coisa.
A história das minhas tataravós, bisavôs, pelo o visto foi bem
sofrida, mas com progressos e muitas aventuras, lutas, tabus e cheia de
novidade, até um bisavô angolano e uma bisavô sarara tivemos, nós não tivemos
direito nem acesso as nossas raízes, por conta da ignorância e inocência da
nossa avó.
Bom
eu resolvi contar um pouco, apesar de quase nada saber ou entender, juro me
sinto frustrada, o que eu mais queria era saber mais da nossa verdadeira arvore
genealógica, já a paterna sei que somos todos brasileiros.
Joana
Darc N de Araújo A Ferreira.
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