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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

  

 

ARVORE GENEALOGICA.

 

Por acaso você já quis saber de onde veio sua família, quer dizer sua arvore genealógica, como eu saí de Pernambuco muito jovem, obvio! E era alienada, eu só fui me interessar e querer saber de onde viemos, há alguns anos atrás, então como a minha mãe, apesar de doente por conta de um derrame cerebral, ela não anda, mas felizmente sua memória é ótima, quando vou visita-la o que mais fazemos é conversar, então eu quis saber dos meus bisavós, porque minha vó materna apesar de branca ela tinha cabelos crespos, e algumas tias a mesma coisa, como tinha alguns muito escuro (moreno) a mesma coisa aconteceu com nós, os filhos, meus irmãos por exemplo, três apesar de olhos claros, o cabelo é muito enrolados, como tenho uma irmã da cor bem escura com cabelo bem ruim.

Então minha mãe me contou que meu bisavô era angolano, a meu bisavô não era albina, mas segunda minha mãe, ela era branca sarará, daí nossa diferença.

Já o meu avô paterno, descente de índio, então tudo ficou claro, os meus cabelos, louros, mas muito liso, já outras irmãs apesar de ter cabelos lisos, eram meio grossos, assim era toda nossa família materna.

       Na verdade, a minha mãe não conheceu seus avôs maternos, já avó paterna ela conheceu, segundo minha mãe, ela era muito brava, eu muito curiosa quis saber mais sobre a história, só que minha mãe pouca sabia, só que meu bisavô veio para o Brasil, não se sabe como, ele veio parar em Pernambuco, e foi parar num sitio onde existia essa família sarará, e, segundo a minha mãe, o meu tataravô muito preocupado com os filhos muitos brancos, ele havia prometido a se mesmo, casar uma filha com alguém de cor escura, quando apareceu esse angolano não me preguntem se por amor, sei que se casaram e tiveram 13 filhos.

       O casal, outra coisa não, mas furdunçar sabiam, o meu bisavô trouxe algum dinheiro, e, transformou o sitio num pequeno povoado com direito até uma capela, pena que só fomos descobrir essa história tarde demais, um primo de primeiro grau tentou desemedar o mistério, o mesmo mora no Maranhão, mas infelizmente ele não teve progresso, então com muita tristeza jamais vamos saber a fundo a nossa verdadeira história.

       Talvez se quando a minha avó fosse viva, alguém tivesse se interessado em saber da nossa história, hoje nós soubéssemos de alguma coisa, uma das minhas irmãs também foi a esse sitio, mas a capela estava fechada, segundo a minha irmã existia muitas casas, mas como o meu primo eles não descobriram nada.

       Por isso eu escrevi a história da minha vida e tudo que eu sei, para se algum dia, os meus netos quiserem saber de onde eu vim, ler a história e saber alguma coisa.

       A história das minhas tataravós, bisavôs, pelo o visto foi bem sofrida, mas com progressos e muitas aventuras, lutas, tabus e cheia de novidade, até um bisavô angolano e uma bisavô sarara tivemos, nós não tivemos direito nem acesso as nossas raízes, por conta da ignorância e inocência da nossa avó.

Bom eu resolvi contar um pouco, apesar de quase nada saber ou entender, juro me sinto frustrada, o que eu mais queria era saber mais da nossa verdadeira arvore genealógica, já a paterna sei que somos todos brasileiros.

 

Joana Darc N de Araújo A Ferreira.

  

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